Sindibancários/ES convoca para o Dia Nacional de Luta Contra Retirada de Direitos nesta sexta (10)

O Sindicato dos Bancários/ES convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras do sistema financeiro para participar do Dia Nacional de Luta Contra a Retirada de Direitos. A concentração será a partir das 17h, no Teatro Universitário, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Neste dia 10 de novembro, sexta-feira, o Sindicato dos Bancários/ES convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras do sistema financeiro para participar do Dia Nacional de Luta Contra a Retirada de Direitos. A concentração será a partir das 17h, no Teatro Universitário, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

O retrocesso que o Brasil vive no último ano destrói séculos de luta e conquistas da classe trabalhadora. O golpe do capital nacional e internacional operado por Temer veio como um rolo compressor sobre os direitos trabalhistas e sociais, e a cada dia avançam no Congresso novas medidas de desmonte da Constituição Cidadã.

Entra em vigor no próximo dia 11 a contrarreforma trabalhista, que extermina empregos e direitos. Já aprovaram o fim do investimento na educação e na saúde, com a “PEC do fim mundo”, que limita o orçamento público por 20 anos. Querem acabar com a aposentadoria e privatizar todas as empresas do Brasil, como a Petrobras, a Caixa, o Banco do Brasil, a Eletrobrás, Correios e a Casa da Moeda. Liberaram até o trabalho escravo para beneficiar empresários escravocratas.

Os trabalhadores e trabalhadoras precisam resistir! Não vamos ver nossos direitos serem jogados no lixo por um governo e um Congresso corruptos que não têm qualquer legitimidade para votar projetos que reduzem garantias sociais.

Todos às ruas nessa sexta-feira. Os trabalhadores do campo e da cidade estarão unidos para dizer que não aceitarão retrocessos, com atos e paralisações em todos os estados. Bancários e bancárias estarão presentes, por nenhum direito a menos. Compareça!

Dia de luta vai lembrar grandes manifestações nacionais, como o Ocupa Brasília (foto) e a greve geral de 28 de abril

Privatizações

O presidente Temer baixou, em meio ao feriado prolongado, o mais perverso decreto contra a soberania nacional e o patrimônio público. O Decreto 9.188, publicado na última sexta, dia 3, coloca à venda todas as empresas de economia mista, como a Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras, sacramentando a intenção de venda das estatais brasileiras. E pior, o decreto permite que todo esse processo de liquidação das estatais aconteça sem licitação prévia, dispensando leilões ou publicações do governo. Em agosto, o governo já havia anunciado a pretensão de privatizar 57 empresas e projetos. É o maior desmonte do Estado e dos direitos sociais já realizado no Brasil, desnudando quais eram as motivações reais do golpe de 2016.

Reforma trabalhista 

A reforma trabalhista (Lei 13.467/2017), que entra em vigor dia 11 de novembro, é a principal medida de retirada de direitos contra os trabalhadores. Ela estabelece que o negociado prevalecerá sobre o legislado. Isso significa que direitos trabalhistas podem ser flexibilizados em negociações sob pressão dos patrões. A reforma também permite a ampliação da jornada diária de trabalho para 12 horas e a redução do horário de almoço para 30 minutos. Além disso, regulamenta formas precarizadas de contrato de trabalho, como a terceirização; o contrato intermitente, através do qual o empregado fica à disposição do empregador mas só recebe pelas horas efetivamente trabalhadas; e a pejotização, a contratação de trabalhadores não mais com carteira assinada, mas como pessoa jurídica.

Reforma da Previdência 

O Governo Temer quer aprovar ainda este ano a reforma da Previdência, que está no Congresso Nacional. Mas nós dizemos NÃO para este projeto que impõe a idade mínima de 65 anos e 25 anos de contribuição para a aposentadoria, tanto para homens quanto para mulheres. Para receber o teto do INSS será preciso contribuir durante 49 anos seguidos, sem nenhuma interrupção. Na regra de transição, que engloba mulheres a partir dos 45 anos e homens a partir dos 50 anos, os trabalhadores terão que trabalhar o tempo que falta para contribuir pela regra atual mais 50%. São muitas as perdas para os trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, é preciso pressionar os deputados e senadores capixabas para que votem contra essa reforma.

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