Sindibancários/ES ocupa praça em ato contra a retirada de direitos

A ação faz parte do calendário nacional de luta contra a aprovação da PEC 55, que está em votação no Senado nesta terça-feira, 13, e contra as inúmeras medidas de retirada de direitos do governo golpista de Temer

A manhã desta terça-feira, 12, foi de mobilização e luta contra os projetos de retirada de direitos promovidos pelo governo golpista de Temer. Diretores e diretoras do Sindibancários/ES participaram do ato realizado na Praça Costa Pereira, onde dialogaram com a população sobre os inúmeros ataques aos direitos dos trabalhadores que estão em curso.

A ação foi organizada pela Frente Estadual em Defesa Da Previdência Social, dos Direitos Trabalhistas e dos Serviços Públicos e faz parte do calendário nacional de luta contra a aprovação da PEC 55, que está em votação nesta manhã.

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“Estamos nas ruas hoje em protesto contra as inúmeras medidas do governo golpista de Temer que retira direitos da saúde e da educação, promovendo a piora da qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. Nossa luta também é pela auditoria da dívida pública, que consome a maior parte do orçamento do Governo Federal. Nós, brasileiros, pagamos as mais altas taxas de juros do mundo. O momento exige uma forte mobilização dos trabalhadores para dizer não a esse ajuste fiscal e a essa reforma da Previdência do governo de Temer”, convocou o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire, durante o ato.

A PEC 55, também conhecida como PEC da Morte, impõe um rigoroso corte de recursos para políticas públicas prioritárias, como saúde e educação. Mas essa não é a única ameaça contra o povo que está em andamento. Na esteira dos projetos do governo de Temer, há também a proposta de uma reforma da Previdência que retira direitos históricos dos trabalhadores.

“É inadmissível que enquanto saqueiam o país, eles ainda massacrem os trabalhadores. Tanto o Poder Executivo quanto o Legislativo, estão trabalhando em defesa dos grandes empresários, das elites, e não da população. Com apoio dos parlamentares, Temer impõe uma série de empecilhos para que os trabalhadores se aposentem. A população tem que mostrar sua indignação e dizer não a essas medidas”, enfatiza Lujan Miranda, que integra o Núcleo Capixaba da Auditoria Cidadã da Dívida.

Trabalhadores e estudantes que circulavam pela Praça Costa Pereira também mostraram sua indignação contra as propostas do governo Temer. O jovem Alan Douglas Vieira, 27 anos, trabalha desde os 15, mas somente aos 18 anos teve sua carteira assinada. Para ele, a aposentadoria somente aos 65 anos irá comprometer ainda mais a saúde dos trabalhadores.

“Nessa idade, a pessoa estará muito debilitada, sem condições de trabalhar. Acho que eu, por exemplo, não vou aguentar chegar até lá. Reprovo totalmente essa medida e dou meu total apoio às manifestações contra essa reforma”, disse Vieira, que é segurança.

PEC 55

A PEC 55 está em votação nesta terça-feira, 13, no Senado Federal. Desde o anúncio da proposta, trabalhadores, movimentos sindicais, do campo, da cidade e estudantes foram às ruas contra a medida. Em um grande movimento nacional, estudantes promoveram a Primavera Secundarista com a ocupação de milhares de escolas em todo o Brasil. A PEC 55 altera profundamente a Constituição Federal de 1988 e impõe um limite de gastos para Saúde, Educação, do repasse de recursos aos municípios, dentre outras áreas,  de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e por 20 anos.

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