Sindibancários/ES retarda abertura de agência do Santander

A paralisação ocorre nacionalmente para pressionar o banco a avançar nas negociações do Acordo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)

Foto-Sergio-Cardoso

Diretores e diretoras do Sindicato mantiveram a agência fechada por uma hora

O Sindibancários/ES retardou por uma hora a abertura da agência do Santander na Praia do Canto, em Vitória, na manhã desta terça-feira, 26. A paralisação ocorre nacionalmente para pressionar o banco espanhol a avançar nas negociações do Acordo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A última rodada de negociação com o Santander foi realizada na última quarta-feira, 20, e mais uma vez o banco não apresentou nenhuma proposta concreta.

Atualmente, os trabalhadores do banco sofrem com a redução de empregados e com a pressão para o cumprimento de metas, problemas que resultam no adoecimento da categoria, tanto físico quanto psicológico. A intensificação do trabalho é facilmente demonstrada em números: de 2014 a 2015, o número de clientes do banco por empregado passou de 637 para 670. Ou seja, proporcionalmente, cada bancário passou a atender, com a mesma estrutura de trabalho, 33 clientes a mais.

“A postura do Santander tem sido de total desrespeito com os bancários, já foram várias rodadas e o banco não apresentou nenhuma proposta. Essa paralisação é uma forma de pressionar o banco a apresentar proposta concreta aos funcionários de agências e dos complexos administrativos. Esperamos que o Santander negocie com seriedade e respeite nossos direitos”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Cláudia Garcia.

Lucro

O corte de empregados e a imposição de metas são instrumentos utilizados pelo banco para aumentar o seu lucro. Só em 2015, o Santander apresentou crescimento de 13,2%, com lucro líquido de R$ 6,6 bilhões. Tudo isso à custa da exploração dos empregados e dos clientes, também atingidos com a cobrança de altos juros e tarifas e pela demora no atendimento.

Os bancários do Santander continuam mobilizados na luta por condições de trabalho dignas, pela valorização dos empregados e por avanços reais nas negociações.

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