BB: Sindicato apoia Chapa 2 para a Cassi

Grupo defende uma Cassi independente da direção do Banco e do governo, a manutenção da solidariedade e o fim dos privilégios, e tem o compromisso de lutar contra as medidas do governo Temer que comprometem a sustentabilidade do plano.

De 16 a 28 de março acontece a eleição da Cassi. O Sindicato dos Bancários/ES apoia a Chapa 2 – Vem pra luta- #ACassiÉNossa – para ocupar esse importante espaço de gestão da Caixa de Assistência. O grupo defende uma Cassi independente da direção do Banco e do governo, a manutenção da solidariedade e o fim dos privilégios, e tem o compromisso de lutar contra as medidas do governo Temer que comprometem a sustentabilidade da Cassi.

Com a publicação da resolução n°23 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União), o governo impôs mudanças profundas nas autogestões de saúde. A mensalidade da Cassi pode se tornar impagável e os aposentados podem ser excluídos do plano. Por isso, é preciso garantir uma diretoria forte e comprometida com os bancários e bancárias para enfrentar esse e outros desafios para a sobrevivência da Caixa de Assistência.

Dentre os membros da Chapa 2 está o diretor do Sindibancários/ES, Dérik Bezerra. “Nesse momento é muito importante ter na Cassi um representante local. Nosso direito à saúde está ameaçado e é preciso garantir uma Cassi com independência em relação ao governo e à direção do banco, que seja capaz de mobilizar os trabalhadores em defesa da nossa caixa de assistência, existente há mais de 70 anos. Por isso, pedimos aos bancárias e às bancárias capixabas que votem na Chapa 2”, destaca o diretor.

 

Confira os principais compromissos da Chapa 2 – Vem pra luta- #ACassiÉNossa

  • Independência em relação ao governo e à direção do banco

Olhando para vários dos nossos atuais representantes, às vezes, não dá para diferenciar quem é do banco e quem defende os trabalhadores.

  • Manutenção da solidariedade

Todos contribuem com o mesmo percentual do salário e usam a CASSI conforme a sua neces­sidade. Quando mais precisamos do plano, não devemos ser penalizados. Ninguém escolhe o momento de ficar doente.

  • Unificar a luta para derrubar a resolução 23° da CGPAR

Somente a luta unificada dos funcionários, articulada com os trabalhadores de outras estatais, pode ga­rantir o futuro da CASSI e de outros planos de autogestão. Devemos articular a realização de plenárias conjuntas com todos os afetados.

  • Nenhum aumento da contribuição dos funcionários

As doenças ocupacionais só aumentam no BB e eles querem diminuir a receita da CASSI com arro­cho salarial. Devemos responsabilizar financeiramente o banco pelo adoecimento dos funcionários. Nas ações de assédio coletivo, parte das multas deve ser revertidas para a CASSI. Nos casos de acidente de trabalho, o BB deve ser obrigado a pagar o tratamento dos funcionários.

  • Defender a Cassi na Campanha Salarial

O setor majoritário da CONTRAF/CUT tem sido contra colocar a CASSI como um dos itens cen­trais na campanha salarial. O Saúde Caixa faz parte do acordo coletivo da CEF e por isso ga­rantiu que não houvesse reajuste recentemente. A resolução da CGPAR que proibir que os planos de saúde constem em acordo coletivo, o que mostra que essa briga é importante.

  • Fim dos gastos administrativos desnecessários e dos privilégios

Os salários de diretores não devem ser equivalentes aos de diretores do banco. Devemos rever os valores que os conselheiros titulares e suplentes recebem mensalmente. Deve existir uma cláusula estatutária que proíba o conselheiro titular ou suplente de acumular a função com participação de outro conselho, como o da PREVI, Conselho de Administração do Banco ou de outras empresas. Devemos ter uma política de diminuição dos gastos administrativos. Onde houver a possibilidade, as sedes da CASSI podem funcionar em dependências dos bancos. Trabalharemos a eficiência dos processos, evitando o retrabalho e as onerosas ações judiciais.

  • Um programa específico para mulheres

Vamos propor um programa específico de atendimento integral a saúde da mulher. Hoje as mulhe­res são as principais vítimas do assédio sexual e moral dentro e fora do Banco. Também teremos projetos de identificação, acolhimento e apoio para as mulheres vítimas de violência doméstica.

  • Transparência

Atualmente isso não existe nos conselhos da CASSI. Diversos assuntos debatidos nas reuniões não são divulgados aos associados. Vamos lutar para alterar as regras de restrição as informações, através de medidas judiciais se necessário.

  • Aprofundar a estratégia de saúde da família

É preciso aumentar o número, bem como melhorar a localização das CliniCASSI. Também é preci­so exigir que o banco permita a utilização de e-mail, intranet e malote para divulgar os bene­fícios aos funcionários. A participação no programa deve continuar voluntária e não pode ser usada como um funil para que os participantes tenham acesso aos médicos conveniados.

 

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