Sindicato cobra do Banestes melhorias das condições de trabalho

A entidade pediu providências para melhorar as condições de trabalho nas unidades, bem como a interrupção da política de rebaixamento de função, demissões e transferências que vem sendo adotada na instituição.

Em reunião com a direção do Banestes realizada nesta quarta-feira, 5, o Sindicato dos Bancários cobrou do banco providências para melhorar as condições de trabalho nas unidades, bem como a interrupção da política de rebaixamento de função, demissões e transferências que vem sendo adotada na instituição. O Sindicato esteve representado pelo seu coordenador geral, Jonas Freire, e os diretores Paulo Soares, Júlio Passo e Marcos Oliveira. Já o Banestes pelo gerente geral de Recursos Humanos, Airton Flávio Diesel, pela coordenadora da GEREH, Fernanda Demuner e o representante do Jurídico Valmir Capeleto.

No último mês, o Banestes intensificou a política de demissões de funcionários de nível gerencial e caixas que já estão aposentados pelo INSS, impôs rebaixamento de gerentes de nível geral para de relacionamento e impôs transferências arbitrárias. O Sindicato contestou a política de redução de custos e a imposição de metas adotada pelo banco. “Essa política de metas é nefasta. Não tem a ver com o Banestes, com o banco público, que tem um outro papel a cumprir além de vender produtos. Não podemos aceitar que façam do Banestes um banco privado movido a metas”, afirma o coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire. Ele informa que as demissões já estão sendo contestadas juridicamente pela entidade.

Segurança

Outro assunto tratado pelo Sindicato na reunião foi a insegurança a que estão sendo expostos os bancários obrigados a trabalhar nas salas de autoatendimento. Segundo informado por Diesel, não há orientação da direção do Banestes para que bancários atuem no autoatendimento. O Sindicato reafirmou que tem sido comum essa prática e pediu providências para que isso não volte a ocorrer.

Contratações

A carência de pessoal nas agências e departamentos foi apontada pelo Sindicato como a principal causa das precárias condições de trabalho. O gerente de RH admitiu a falta de funcionários e falou da possibilidade de o banco chamar uma nova turma de concursados até meados de agosto, quando acaba o prazo de validade do último concurso público realizado.

“Faltam caixas e técnicos bancários. Desde janeiro o banco vem liberando quem solicita sair. E no último período está demitindo. Então só sai gente e não entra ninguém. Isso está causando sobrecarga para quem fica e as condições de trabalho estão muito ruins, comprometendo inclusive o serviço prestado”, afirma Jonas Freire.

Viagens

Sobre os carros para viagens a serviço, o Banestes garantiu que os veículos já estão sendo trocados para garantir mais segurança aos funcionários. Também está em negociação a emissão de boleto para pagamento de pedágios nas rodovias federais.  O gerente de RH informou, ainda, que estão sendo feitos os cálculos para apresentação de proposta à diretoria do banco de reajuste dos valores da diária de viagem/alimentação.

Banescaixa

Na reunião também foi tratada a questão da Banescaixa. O Sindicato reafirmou que é preciso negociar a melhoria no plano e a mudança na forma de contribuição, que hoje não atende aos anseios dos participantes, pois é por faixa etária. Uma reunião específica sobre o tema ficou agendada para o dia 2 de agosto.

Corte de ponto

Sobre o dia 30 de junho, dia da greve geral dos trabalhadores, o banco informou que a orientação é a mesma em relação ao dia 28 de abril, quando não houve corte de ponto. Caso algum bancário que aderiu à greve tenha o dia cortado deverá informar ao Sindicato para a adoção das medidas jurídicas cabíveis.

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