Sindicato fará plenária para debater plano de demissão no Bradesco

A atividade será no dia 1º de agosto (terça-feira), às 18h30, no auditório do Sindicato. O Bradesco é o primeiro banco privado a dar início às demissões em massa após a aprovação da reforma trabalhista no Senado

O Sindicato dos Bancários/ ES convoca os empregados do Bradesco para plenária que debaterá o Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE) lançado pelo banco na última quinta-feira, 13. A atividade será no dia 1º de agosto (terça-feira), às 18h30, no auditório do Sindicato (Rua Wilson Freitas, 93, Centro, Vitória).

O Bradesco é o primeiro banco privado a dar início às demissões em massa após a aprovação da reforma trabalhista no Senado. O PDVE abre caminho para a ampliação da contratação terceirizada, já sob as novas regras da legislação trabalhista.

“Com o PDVE, o banco tenta amenizar o desgaste de demitir diretamente. É uma forma de quebrar a resistência da categoria, já que, em tese, os demitidos serão desligados voluntariamente e sairão com algumas poucas vantagens. Mas a motivação e perversidade da demissão são as mesmas: cortar o máximo de trabalhadores para substituí-los por mão de obra precarizada, principalmente via terceirização”, explica Fabrício Coelho, diretor do Sindibancários/ES.

A perspectiva para os empregados que ficam é o acúmulo de tarefas e a intensificação das metas. “A redução do quadro funcional gera uma concentração das demandas, que terá consequências inclusive para o atendimento aos clientes”, salienta o diretor.

Segundo balanço do Dieese, o Bradesco foi o banco que fechou mais postos de trabalho entre junho de 2015 e junho de 2016. O número de empregado passou de 93.092 para 89.424 no período, um corte de 4.478 postos de trabalho, que representa variação de 4,8%.

Bancários não devem aceitar pressão

Bancários e bancárias não devem aceitar pressão para aderir ao plano. Essa deve ser uma decisão refletida e não imposta. “Temos que olhar com cuidado a proposta do banco, apresentada como algo ‘especial’ para os bancários. Na plenária do dia 1º vamos discutir coletivamente as vantagens e desvantagens, individuais e coletivas, deste PDVE. Continuar no banco, acumular direitos e benefícios e fortalecer a resistência junto ao Sindicato é mais vantajoso, mesmo na perspectiva individual”, alerta Fabrício.

Adesão

Quem optar por aderir ao PDVE receberá todas as verbas rescisórias, inclusive a multa do FGTS e o aviso prévio, além de um valor equivalente a 0,6 da remuneração fixa por ano de trabalho no banco (limitado a 12 salários); vale-alimentação de seis meses, em parcela única; e manutenção do plano de saúde e plano odontológico por 18 meses.

Podem aderir ao PDVE os funcionários que estejam aposentados junto ao INSS, por idade ou
tempo de contribuição integral ou proporcional até 31/08, ou estejam aptos a requerer o benefício e trabalhem em uma das empresas da holding listadas no regulamento há, no mínimo, 10 anos.

A vigência do Plano será de 17 de julho a 31 de agosto.

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