Sindicato dos Bancários/ES participa de lançamento do Fórum Intersindical do Serviço Público

Na manhã desta quarta-feira, 1º de abril, foi lançado o Fórum Intersindical do Serviço Público. O lançamento aconteceu em uma plenária realizada no auditório do Alice Vitória Hotel, no Centro de Vitória. O fórum tem como objetivo articular a luta do funcionalismo público estadual em prol de um serviço público, gratuito e de qualidade, além […]

Na manhã desta quarta-feira, 1º de abril, foi lançado o Fórum Intersindical do Serviço Público. O lançamento aconteceu em uma plenária realizada no auditório do Alice Vitória Hotel, no Centro de Vitória. O fórum tem como objetivo articular a luta do funcionalismo público estadual em prol de um serviço público, gratuito e de qualidade, além de mobilizar para garantir melhores condições de trabalho para os servidores e servidoras.

O Sindicato dos Bancários/ES é uma das entidades que compõem o fórum. O diretor do sindicato, Fabrício Coelho, representou o Sindibancários na mesa de abertura da plenária. “O Governo Paulo Hartung representa os grandes capitalistas capixabas. Ele já demonstrou isso nos governos anteriores e demonstra agora com atitudes como o estudo para abertura de capital da Banestes Seguros. Com isso, ele tem o propósito de ruir um dos pilares do sistema financeiro estadual”, afirma Fabrício.

20150401 0005

Também fez parte da mesa de abertura o diretor do Sindicato Idelmar Casgrande, representando a Intersindical Central da Classe Trabalhadora. “O fórum é importante para que haja mais união entre as várias categorias na luta contra o patrão, que nesse caso é o governador Paulo Hartung. Dessa forma, o enfrentamento a ser feito pelos trabalhadores e trabalhadoras fica mais forte”, afirma Idelmar.

Além do Sindibancários/ES, participam do fórum entidades como Sindsaude, Sindienfermeiros, Sindipol, Sindijudiciário, Sindifiscal – ES, SindPD e Sinfes.

Análise de conjuntura

Durante o evento foi realizada uma análise de conjuntura político-econômica do Espírito Santo a partir de um estudo do plano de governo de Paulo Hartung e das contas do Estado.  Esse estudo foi feito pela RECTE Consultoria a pedido do Sindipúblicos e mostra um corte orçamentário de cerca de R$ 1 bilhão de reais no ano de 2015 se comparado ao de 2014. A análise foi feita pelos economistas Helder Gomes e Sammer Siman. Este último destacou que realidade do Estado do Espírito Santo não é a que está sendo propagada pela grande mídia.

“O discurso propagado é de que o Estado está quebrado, que perdeu a capacidade de investimento. Porém, no início deste ano o Estado teve um superávit de R$ 630 milhões de reais. Essa ideia de que há uma crise cria um mito do sujeito que assume um novo mandato e coloca a casa em ordem. Mas esse colocar a casa em ordem tem um lado e beneficia somente alguns”, diz Sammer. O economista aponta que isso está evidente no fato de que alguns setores tiveram aumento no orçamento, enquanto outros, redução.

Segundo Sammer, houve aumento nas verbas destinadas à Assembleia Legislativa (60%), Tribunal de Contas (14%), Ministério Público (8%), entre outros órgãos. Enquanto isso, em algumas secretarias a redução foi assustadora. Na Cultura, por exemplo, houve um corte de cerca de 67% do recurso financeiro a ser destinado em 2015 se comparado ao que foi investido em 2014. 

Para o economista, outra prova de que o Governo Paulo Hartung busca beneficiar alguns grupos é o fato de que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) divulgou que irá dialogar, este mês, com 200 empresas para fazer uma conciliação de dívidas. Juntas, essas empresas devem cerca de R$ 2 bilhões de crédito tributário presente em dívida ativa. “O Estado vai dar benevolência a 200 empresas, sendo que entre elas há muitas que não geram grande número de postos de trabalho, degradam o meio ambiente e trazem outros problemas sociais. Vale destacar que o valor que elas devem é o dobro daquele que foi reduzido pelo Governo do Estado no orçamento de 2015”, diz Sammer.

Para Helder Gomes, o Governo Paulo Hartung quer precarizar o serviço público com o objetivo de privatizá-lo. “Ele alega que há uma crise para, com esse pretexto, cortar serviços públicos e propor gradativamente políticas voltadas para a privatização. O Estado quer se isentar de sua responsabilidade alegando que não há como incluir todos nas políticas públicas, focando em algumas áreas e excluindo outras”, declara Helder. Ele destaca que o fórum não deve ficar restrito aos servidores e servidoras, devendo atrair os usuários do serviço público e agregá-los no enfrentamento contra a precarização das políticas públicas.

Revista Pública

Durante o evento também foi lançada a Revista Pública, um informativo oficial do Fórum Intersindical do Serviço Público. A publicação traz dados obtidos por meio do estudo encomendado pelo Sindipúblicos, além de matérias sobre como os cortes orçamentários estão causando prejuízos em diversas áreas, tais como a agricultura, cultura, turismo, segurança, mobilidade urbana, entre outros. 

Coletivo Sindiupes pela Base participa do Fórum Intersindical 

Os docentes que fazem oposição à atual diretoria do Sindiupes, o coletivo Sindiupes pela Base, participaram da construção do Fórum Intersindical. De acordo com Antônio Barbosa, do Coletivo Sindiupes pela Base, grupo independente e de oposição à atual direção do Sindiupes, os docentes das redes municipais e estadual estão em alerta para a luta dos servidores públicos;

“Precisamos marcar presença na construção do Fórum Intersindical e integrar os docentes nesta luta. O Sindiupes está alinhado ao governo estadual e não tem interesse em mobilizar a base em oposição à PH, temos que nos organizar de outras formas e pautar a construção dessa luta e de nosso sindicato”, explica Barbosa.

Ato unificado foi ao Palácio Anchieta

No começo da tarde, os trabalhadores atravessaram o Centro de Vitória em marcha até o Palácio Anchieta para mostrar ao governo PH que os servidores públicos capixabas estão unidos e preparados para lutar frente às tentativas de supressão de direitos e de diminuição do estado por meio de privatizações e concessões. Além da pauta majoritária, os trabalhadores levaram às ruaa as pautas específicas das categorias.

Imprima
Imprimir

Comentários