Sindicato dos Bancários participa da 19ª edição do Grito dos Excluídos

A 19ª edição do Grito dos Excluídos, que aconteceu na manhã deste sábado, 07, contou com a participação de várias entidades sindicais e movimentos sociais, entre eles, o Sindicato dos Bancários/ES. O ato, que teve início na praça de Vila Nova de Colares e findou no bairro Feu Rosa, no município de Serra, foi dividido […]

A 19ª edição do Grito dos Excluídos, que aconteceu na manhã deste sábado, 07, contou com a participação de várias entidades sindicais e movimentos sociais, entre eles, o Sindicato dos Bancários/ES. O ato, que teve início na praça de Vila Nova de Colares e findou no bairro Feu Rosa, no município de Serra, foi dividido em três eixos: Direitos Sociais, Direitos Humanos e Mundo do Trabalho. Este ano o tema da manifestação popular foi “Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular”.

 

“Enquanto nossos governantes estão participando de desfiles cívicos com as forças armadas para festejar a Independência do Brasil, fomos para as ruas denunciar o descaso com os trabalhadores e a falta de investimento em políticas sociais como saúde e educação”, diz o diretor do Sindicato e representante da entidade na comissão de organização do Grito dos Excluídos, Fabrício Coelho. O Sindicato se fez presente no eixo Mundo do Trabalho e levou para o Grito dos Excluídos o debate sobre o PL 4330 e sobre o não pagamento da dívida pública.

De acordo com o coordenador geral do Sindicato, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão, é necessário realizar a auditoria da dívida pública. “Grande parte do orçamento geral da união é destinado para o pagamento da dívida pública. Esse é um dos motivos pelos quais não há investimento em saúde, educação e outros direitos, fazendo com que a classe trabalhadora não tenha acesso a serviços de qualidade e, consequentemente, tenham sua qualidade de vida prejudicada. O dinheiro público deve ser investido na garantia de um serviço público gratuito e de qualidade, e não destinado ao pagamento da dívida”, afirma a diretora do Sindicato, Maristela Correa.

Carlão também destaca que a classe trabalhadora precisa se unir contra o PL 4330. “Esse projeto de lei, que trará somente precarização para os trabalhadores e lucros ainda maiores para o empresariado, precisa ser derrubado. Por isso, estamos fazendo várias mobilizações contra o PL e vemos no Grito do Excluídos uma oportunidade de levarmos para as comunidades o debate sobre o assunto e de somar forças com outras categorias”, diz Maristela. 

Também participaram do ato o Sindicato dos Trabalhadores na Universidade Federa do Espírito Santo (Sintufes), Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Pastoral da Juventude, Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória (CJP) e outros sindicatos e movimentos. “O Grito dos Excluídos vem cumprir o pape de reunir os movimentos, que nunca estiveram adormecidos, além de reivindicar a garantia de direitos e o fortalecimento da democracia”, afirma o representante do MNDH, Luís Inácio Silva da Rocha.

O integrante da CJP, Marco Romanha, vê no Grito dos Excluídos uma forma de levar para as comunidades diversos debates de interesse público. “Muitos temas que são do interesse de todos e todas não chegam aos lares da maioria dos brasileiros porque a mídia, atrelada às elites, se cala. No Grito dos Excluídos temos a possibilidade de ir até as pessoas e dialogar sobre a necessidade de mobilização da classe trabalhadora”, afirma Marco.

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