Sindibancários/ES: 83 anos de luta em defesa dos trabalhadores e dos bancos públicos

Atualmente o Sindibancários está engajado em diversas lutas, como as manifestações contra a terceirização irrestrita, a Reforma Trabalhista, a Reforma da Previdência e o desmonte do Banco do Brasil, da Caixa e do Banestes.

Em 12 de janeiro de 1934 foi fundado o Sindicato dos Bancários do Espírito Santo. São 83 anos de história, sendo protagonista em diversos momentos que marcaram a trajetória do Espírito Santo e do Brasil.

“O Sindicato se mantém vivo porque não se afasta de sua base, consegue renovar sua direção mantendo sempre quadros progressistas e busca se atualizar a respeito das novas conjunturas social, política e econômica nos âmbitos estadual, nacional e internacional”, destaca o coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire.

Desde a primeira greve, em 1934, até os dias de hoje, foram muitas conquistas para os bancários e bancárias, como a extinção dos trabalhos aos sábados, unificação da data-base, inserção dos trabalhadores e trabalhadoras da Caixa na categoria bancária, entre outros. O Sindicato também esteve presente em momentos como o Impeachment de Fernando Collor de Mello, a luta contra as reformas neoliberais de Fernando Henrique Cardoso, que, inclusive, afetaram os bancos públicos, e muitas outras mobilizações.

Atualmente, o Sindibancários se mantém engajado em diversas lutas, entre elas as manifestações contra a terceirização irrestrita, a Reforma Trabalhista, a Reforma da Previdência e o desmonte do Banco do Brasil, da Caixa e do Banestes.

O Banco do Brasil passa por um processo de reestruturação que tem como consequências fechamentos de agências, transformação de outras em posto de atendimento, extinção de postos de trabalho. Para a Caixa já foi anunciada a redução de cerca de 10 mil postos de trabalho por meio do Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) e do Plano de Demissão Voluntária (PDV). E o Banestes, mais uma vez, passa por uma ameaça de privatização.

“Dentre tantas lutas, uma das grandes vitórias foi o impedimento da venda do Banestes em 2002 e 2009. Não perdemos nossa concepção de um sindicato classista, autônomo, independente de patrões, governos e partidos, que preserva a perspectiva de libertação da classe libertadora”, afirma Jonas.

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