Sindicato faz assembleia para discutir proposta da Fenaban, nesta segunda. Orientação é pela manutenção da greve

O Sindicato dos Bancários/ES convoca todos os trabalhadores para assembleia geral da categoria na próxima segunda-feira, 07, às 18 horas, no Centro Sindical, para discutir a contraproposta apresentada pela Fenaban em reunião de negociação nesta sexta-feira, 04. A orientação do Comando Nacional dos Bancários é de rejeição da proposta, que prevê reajuste salarial de 7,1%, […]

O Sindicato dos Bancários/ES convoca todos os trabalhadores para assembleia geral da categoria na próxima segunda-feira, 07, às 18 horas, no Centro Sindical, para discutir a contraproposta apresentada pela Fenaban em reunião de negociação nesta sexta-feira, 04. A orientação do Comando Nacional dos Bancários é de rejeição da proposta, que prevê reajuste salarial de 7,1%, aumento de 7,5% sobre o piso de ingresso e PLR fixa no valor de 10%.

“O Comando Nacional considerou a proposta insuficiente e uma afronta aos trabalhadores. Por isso, a orientação para todos os sindicatos do País é de rejeição da proposta patronal e de manutenção da greve. Os bancários estão mobilizados e é momento de ampliar a paralisação para avançar nas conquistas”, defende o coordenador geral do Sindicato, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão.

O Centro Sindical fica na rua Ithobal Rodrigues Campos, 125, Forte São João, Vitória.

A proposta dos bancos:

  • Reajuste: 7,1% (0,97% de aumento real);
  • Pisos: Reajuste de 7,5% (ganho real de 1,34%). Piso de portaria após 90 dias passa para R$ 1.138,38, de escriturário vai para R$ 1.632,93, e o de caixa para R$ 2.209,01 (que inclui R$ 391,13 de gratificação de caixa e R$ 184,95 de outras verbas);
  • PLR regra básica: reajuste de 10% da parte fixa, que passa para R$ 1.694,00 ( limitado a R$ 9.011,76);
  • PLR parcela adicional: 10% de reajuste (limitado a R$ 3.388,00).

As principais reivindicações dos bancários:

  • Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento além da inflação);
  • PLR: três salários mais R$ 5.553,15;
  • Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese);
  • Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional);
  • Melhores condições de trabalho, com o fim das metas e do assédio moral que adoece os bancários;
  • Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários;
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação;
  • Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;
  • Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
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