Sindicato protesta contra retirada de direitos e abertura de capital da Caixa

O Sindicato dos Bancários/ES realizou nesta quarta-feira, 28, diversas ações sindicais em luta contra a abertura de capital da Caixa, o pacote de ajuste fiscal do governo federal e a retirada de direitos dos trabalhadores. Pela manhã, as ações sindicais ocorreram nas agências da Caixa de Vila Velha, Laranjeiras, Praia do Canto, Beira Mar e […]

O Sindicato dos Bancários/ES realizou nesta quarta-feira, 28, diversas ações sindicais em luta contra a abertura de capital da Caixa, o pacote de ajuste fiscal do governo federal e a retirada de direitos dos trabalhadores. Pela manhã, as ações sindicais ocorreram nas agências da Caixa de Vila Velha, Laranjeiras, Praia do Canto, Beira Mar e Campo Grande. A manifestação também contou com a coleta de assinaturas para o abaixo-assinado contra a abertura de capital da Caixa. 

O dia de protesto, que ocorre em todo o Brasil, terminou com uma ação no prédio da Superintendência Regional da Caixa, na Enseada do Suá, no final da tarde. Após o expediente, os bancários se reuniram na entrada do prédio para discutir as consequências da abertura de capital da Caixa e a importância da mobilização da categoria e da população contra essa iniciativa. Durante as ações, foi distribuída uma carta aberta à população sobre as medidas adotadas por Dilma que ferem os direitos dos trabalhadores. 

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Giovanni Riccio, a iniciativa teve grande aceitação entre bancários, bancárias e clientes. “Tivemos um retorno muito positivo por parte dos trabalhadores e clientes em relação à panfletagem que fizemos. Muitos declararam que estão se sentindo traídos pelo Governo Federal e estão indignados com a situação. Isso é sinal de que o Sindicato não está sozinho neste dia de luta contra a abertura de capital da Caixa e a retirada de direitos da classe trabalhadora. Essas medidas, anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff, nada mais são do que um ataque aos trabalhadores e ao patrimônio público”, afirma Giovanni.

Abertura de capital

O anúncio da abertura de capital da Caixa, feito pela presidenta Dilma Rousseff (PT), dá início a um processo de privatização do banco que trará graves consequências não só para os bancários, mas para toda a sociedade. A Caixa é o maior banco público do Brasil e a principal responsável pela aplicação das políticas sociais do país, que envolvem as áreas de saneamento básico, infraestrutura, gestão do FGTS, Programa de Integração Social (PIS), seguro desemprego, habitação (financiamento imobiliário e programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo), além de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Com a abertura de capital, esses programas podem ser reduzidos ou até mesmo extintos, uma vez que a política social não é a prioridade da iniciativa privada e o banco não estará mais sob o controle total do governo.

Retirada de direitos

As MP’s 664 e 665 alteram as regras para concessão de benefícios previdenciários como auxílio-doença e pensões, normas de acesso ao seguro desemprego e abono salarial (PIS-Pasep). Sem falar no recente pacote de ajustes fiscais que aumenta as taxas de juros e restringe o crédito à população, e da não correção da tabela do Imposto de Renda – reajustado em apenas 4,5% – o que impacta todos os bancários e bancárias, fazendo que até os empregados que antes eram isentos passem a pagar o imposto.

Os trabalhadores e trabalhadoras não aceitarão as medidas impostas pelo governo Dilma (PT). O Sindicato dos Bancários/ES convoca os bancários e bancárias e todos os clientes da Caixa e beneficiários dos programas administrados por ela para se unirem à luta por uma Caixa 100% pública e em defesa dos direitos dos trabalhadores. Não vamos permitir que um patrimônio do povo seja submetido à privatização, nem abriremos mão de direitos conquistados após anos e anos de luta.

 

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