Sindicato realiza Encontro Estadual sobre Isonomia no próximo sábado

Será realizado no sábado, 16 de agosto, pelo Sindicato dos Bancários/ES, o Encontro Estadual sobre Isonomia. Trata-se de uma preparação para o Encontro Nacional de Isonomia, que será no próximo dia 30, em Brasília. A realização do evento foi uma das deliberações do 30º Conecef, realizado de 06 a 08 de junho, em São Paulo. […]

Será realizado no sábado, 16 de agosto, pelo Sindicato dos Bancários/ES, o Encontro Estadual sobre Isonomia. Trata-se de uma preparação para o Encontro Nacional de Isonomia, que será no próximo dia 30, em Brasília. A realização do evento foi uma das deliberações do 30º Conecef, realizado de 06 a 08 de junho, em São Paulo. No Encontro Estadual será decidida a delegação que representará o Espírito Santo na atividade nacional. A luta pela isonomia é uma das principais bandeiras dos empregados da Caixa para reaver os direitos retirados dos funcionários admitidos após o concurso de 1998, que já somam cerca de 65% dos empregados.

“É importante participar do evento para resgatar a luta pela isonomia, que está um pouco adormecida. A ausência de isonomia prejudica tanto os escriturários quanto os pós-98. Esses últimos, por exemplo, são tratados como funcionários de segunda categoria. Algumas das provas disso são a ausência de ATS e Licença Prêmio, o que aumenta a exploração sobre os mais novos. Defendemos que deve haver direitos iguais para trabalhos iguais”, afirma a diretora do Sindicato, Renata Garcia.

O Encontro será aberto e, além dos bancários da Caixa, podem participar como ouvintes empregados de bancos públicos federais e bancos públicos estaduais. A programação terá início às 9 horas, com um debate sobre o balanço e as perspectivas para luta por isonomia. Às 11h30 tem início o debate de estratégia de mobilização e organização.

A luta pela isonomia nos bancos públicos federais surgiu após a publicação das resoluções nº 10 de 1995, e nº 09 de 1996, publicadas pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), na época em que José Serra era ministro do Planejamento e Orçamento. Esses dispositivos serviram de base legal para as discriminações nos bancos públicos federais e empresas estatais. Desde então, os administradores das empresas públicas federais foram orientados a limitar os gastos com custeio de pessoal.

Os trabalhadores que ingressaram após esta data no Banco do Brasil, Caixa, BNB, BASA e Casa da Moeda perderam uma série de direitos em relação aos antigos funcionários. Além disso, nessa época, os bancos públicos federais estavam sob a ameaça da privatização. Essas resoluções foram publicadas no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), mas nem o governo Lula, nem o atual governo Dilma reverteram a situação dos bancários.

Imprima
Imprimir