Sindicato realizará plenária sobre reestruturação no BB na terça-feira (19)

Durante a atividade serão discutidas as formas de mobilização diante do desmonte que o Governo Temer (PMDB) está impondo aos bancos públicos, inclusive o BB. A plenária será na terça-feira, 19, a partir das 18h30, no auditório do Sindibancários.

Na terça-feira, 19, os trabalhadores e trabalhadoras do Banco do Brasil estão convocados para participar de uma plenária sobre reestruturação. Ela acontecerá a partir das 18h30, no auditório do Sindicato dos Bancários/ES, localizado na rua Wilson Freitas, 93, Centro, Vitória. Durante a atividade serão discutidas as formas de mobilização diante do desmonte que o Governo Temer (PMDB) está impondo aos bancos públicos, inclusive o BB.

De acordo com o diretor do Sindibancários Thiago Duda é essencial a participação de todos os bancários e bancárias.

“Após a reforma trabalhista, ficou ainda mais nítido que, nós, trabalhadores, temos que criar alianças de luta, nos juntarmos para resistir a todos esses desmontes. Sabemos que, agora, os bancos têm ‘liberdade’ para fazer o que bem entendem. Não tem outra forma de enfrentar que não seja a luta”.

O processo de reestruturação teve início em novembro de 2016, com medidas como descomissionamentos, fechamento de agências, corte de postos de trabalho, entre outras, que têm piorado as condições de trabalho, aumentado o adoecimento entre os bancários e bancárias, e feito com que o BB se adeque às regras do mercado internacional em detrimento do seu papel público, além de ampliar a digitalização.

Segundo matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense do dia 08 de dezembro, em 2018 o BB dará prosseguimento ao processo de reestruturação com medidas como remanejamento de pessoal entre as diversas praças, abertura de um novo programa de desligamento incentivado, reforço dos escritórios digitais, instituição de uma comissão para os trabalhadores que vendem produtos e serviços para clientes, nos moldes da remuneração variável paga por bancos privados, o que aumenta a pressão por metas; possibilidade de terceirização de alguns setores do banco, entre outras.

“Não podemos nos calar. Precisamos barrar essas medidas. Elas só trazem desemprego, precarização para os que permanecerem nas agências e exclusão das camadas populares dos serviços bancários prestados pelo BB, que com o passar do tempo será um banco com foco na elite, deixando de lado políticas públicas importantes, como as voltadas para a agricultura familiar e a micro e pequena empresa”, destaca Thiago Duda.

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