Sindicato reivindica abono de horas paradas após manifestação no CPD

Sindicato cobrou o abono das horas paradas em função da manifestação do dia 18 de dezembro, no CPD. O banco informou que vai avaliar a possibilidade de banco de horas para que empregados reponham o período não trabalhado.

A direção do Sindicato dos Bancários se reuniu na tarde da última terça-feira, 09, com o Banestes para discutir o abono das horas paradas em função da manifestação do dia 18 de dezembro, no Centro de Processamento de Dados (CPD) do banco.

O Sindicato avaliou o corte de ponto como prática de perseguição e punição indevida. Ainda assim, o banco afastou qualquer possibilidade de abonar as horas paradas, mas disse que vai avaliar a possibilidade de banco de horas para que os empregados reponham o período não trabalho, evitando o desconto nos salários. A posição foi apresentada pelo gerente de Recursos Humanos do Banestes, Flávio Diesel.

Para o coordenador geral do Sindicato, a resposta do banco é insuficiente. “A postura da direção do Banestes é muito ruim, estão evidenciando o que há de pior na relação com o Sindicato e com os trabalhadores, que é a falta de diálogo. Nós estávamos lutando por um direito de toda categoria, o plano de saúde, e fechamos o prédio como último recurso para sermos ouvidos”, criticou Jonas.

Na ocasião da manifestação, os bancários retardaram a abertura do CPD por cerca de três horas em protesto por melhorias no plano de saúde dos empregados, a Banescaixa, e contra o grande número de demissões imotivadas que aconteceram em 2017. Após o ato, o banco efetuou o repasse do aporte para a cobertura das despesas administrativas do plano, suspenso desde junho.

Os bancários ainda aguardam o avanço das negociações sobre a Banescaixa. Uma nova reunião de negociação, dessa vez com o presidente do Banestes, Michel Sarkis, está prevista para o início de fevereiro, para discutir a pauta.

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