Sindicato se reúne com gerente regional do Bradesco e cobra melhores condições de trabalho

Carência de funcionários, cobrança excessiva de resultados, rodízio de empregados, transferências repentinas e promoções que demoram a ser efetivadas. Esses e outros problemas enfrentados pelos trabalhadores do Bradesco foram debatidos em reunião com o gerente regional do banco, Aílton Dalvi, na manhã da última quinta-feira, 26. Os diretores do Sindicato dos Bancários/ES apresentaram as denúncias […]

Carência de funcionários, cobrança excessiva de resultados, rodízio de empregados, transferências repentinas e promoções que demoram a ser efetivadas. Esses e outros problemas enfrentados pelos trabalhadores do Bradesco foram debatidos em reunião com o gerente regional do banco, Aílton Dalvi, na manhã da última quinta-feira, 26. Os diretores do Sindicato dos Bancários/ES apresentaram as denúncias e cobraram melhores condições de trabalho.

“Temos recebido denúncias de gestores que estariam se excedendo na cobrança de metas, uma postura que, se persistir, pode se tornar assédio moral. Audioconferências, por exemplo, têm sido diárias, aumentado o sentimento de cobrança nas agências”, relata Fabrício Coelho, diretor do Sindicato/ES.

O gerente regional se justificou dizendo ser comum o aumento de reuniões no fim do ano, mas se comprometeu a observar mais a relação da gerência regional com os gestores, e destes com os funcionários.

Outro ponto debatido foi a demora na efetivação das promoções. “Muitos funcionários assumem tarefas de cargos superiores sem ter a sua promoção formalizada durante meses, às vezes até por mais de um ano, caracterizando desvio de função. É um problema grave que precisa ser solucionado”, afirma Lucimar Barbosa, também diretora do Sindicato/ES. Dalvi reconheceu a existência de alguns casos e disse que o banco está tentando efetivar as promoções o mais breve possível.

Sobre as transferências repentinas, o Sindicato cobrou que o banco observe aspectos “humanos”, como o desejo do funcionário, local de residência e proximidade da família, a fim de não prejudicar o empregado ou comprometer os seus compromissos pessoais. Aílton ponderou que o banco já avalia tais questões, mas irá considerar o pedido do Sindicato.

DSC-Pólo

Os diretores do Sindicato/ES também questionaram o gerente sobre uma possível extinção do DSC Pólo, setor mais conhecido como “compensação”. A informação não foi confirmada por Dalvi.

Atualmente o departamento de compensação emprega 33 pessoas. A exigência do Sindicato é de que, em caso de extinção do setor, todos os funcionários sejam mantidos, sendo realocados para outras unidades.  “As agências já sofrem com a carência no quadro de pessoal, não podemos aceitar que o banco ainda demita. O ideal é que os funcionários sejam realocados, de preferência para unidades que estejam próximas às suas residências”, explica Fabrício Coelho.

A reivindicação também foi levada pela Coordenação de Organização dos Empregados (COE) ao setor de Recursos Humanos do banco, que se comprometeu a realocar os trabalhadores dos DSC Pólos que forem extintos ou reduzidos.

“Estamos acompanhando as demandas dos trabalhadores e das trabalhadoras do Bradesco e cobraremos mudanças até que os problemas sejam solucionados”, destacou Fabrício.

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