Sindicato se reúne com RH do Bradesco e discute denúncias de assédio moral, tíquete e segurança bancária

Na última terça-feira, 09, o Sindicato dos Bancários/ES participou de uma reunião com o setor de Recursos Humanos do Bradesco, em São Paulo, para discutir os problemas de assédio moral, segurança bancária e tíquete-alimentação da categoria. O Sindicato dos Bancários foi representado pelo diretor Fabrício Coelho, que também é empregado do banco e representante dos […]

Na última terça-feira, 09, o Sindicato dos Bancários/ES participou de uma reunião com o setor de Recursos Humanos do Bradesco, em São Paulo, para discutir os problemas de assédio moral, segurança bancária e tíquete-alimentação da categoria. O Sindicato dos Bancários foi representado pelo diretor Fabrício Coelho, que também é empregado do banco e representante dos funcionários na Comissão de Organização de Empregados (COE) da instituição. 

Assédio

O dirigente sindical enfatizou o aumento do número de denúncias de assédio moral nas agências, prática que começa ainda na gerência regional do banco, segundo várias denúncias. “O modelo de gestão e a forma como alguns gestores tratam os funcionários caracteriza o assédio. O banco impõe uma cobrança excessiva de metas e há uma pressão muito forte da gestão regional e dos gestores das unidades, onde muitas vezes alguns se excedem com os funcionários, usam palavras grosseiras e ameaçam o empregado”, explica Fabrício.

Os funcionários relatam que já não aguentam mais tanta pressão, tantas ameaças, e até grosserias. Grande parte deles relata que está fazendo uso de medicamentos controlados.

O RH do banco se comprometeu em apurar os fatos e coibir a prática. O Sindicato reafirmou que já tem denúncias em outros locais de trabalho e que vai manter as paralisações e ações sindicais caso os relatos continuem.

Segurança bancária

O tema segurança bancária, pauta de várias ações sindicais e paralisações recentes no Estado, também foi discutido. O Sindicato cobrou a fixação de biombos entre os caixas e a instalação de portas de segurança giratória nos Postos de Atendimento (PAA´s) do interior do Estado, bem como a contratação de vigilantes. O banco, contudo, permanece inflexível sobre o tema, se comprometendo apenas com a colocação dos biombos.

O Bradesco alegou que o investimento em portas de segurança e vigilantes nos PAA´s seria muito alto, e que o posto precisa “se pagar”. Para o Sindicato, “a vida vale mais que o lucro, e qualquer estabelecimento onde trabalham bancários deve garantir as condições de seguranças adequadas”, contestou Fabrício.

O Sindicato exigiu o cumprimento das Leis estaduais nº 10.092, que obriga a instalação dos biombos, e nº 5.229, que determina a obrigatoriedade da porta de segurança. A atual gestão de RH do banco demonstrou desconhecer o texto das leis e solicitou cópia da legislação, que, além de ser um documento público e estar acessível a todos, já foi enviada à instituição várias vezes.

“O banco está claramente tentando nos enrolar. Quem perde com isso são os trabalhadores e clientes, que continuam sendo expostos a riscos”, diz o dirigente sindical.

O Sindicato também apresentou denúncias de funcionários que estão sendo coagidos a transportar dinheiro para abastecer os postos do PAA nos carros particulares. A gerência regional nega o fato, mas o Sindicato tem informações de vários empregados que foram obrigados fazer o transporte para reduzir os custos do banco, colocando em risco a sua própria vida.

Tíquete-alimentação

Os empregados do Bradesco estão tendo o uso do tíquete-alimentação restrito desde que os supermercados do Estado deixaram de aceitar o cartão Alelo, em 15 de novembro. Na reunião, o Sindicato cobrou um posicionamento do banco – que é um dos acionistas da empresa – para que o problema fosse solucionado.

“Queremos que o banco se posicione como empregador, e não como dono da Alelo. Não temos relação com a briga de braço entre banqueiros e supermercados. Queremos que seja cumprida a Convenção Coletiva para que o bancário possa usufruir completamente do direito ao tíquete. Vamos continuar cobrando, inclusive com manifestações públicas, como fizemos hoje no Banco do Brasil, onde os bancários estão nessa mesma condição.”

O Sindicato cobrou uma solução imediata, ou com a mudança da bandeira do cartão, ou com o crédito em dinheiro. O banco se manteve intransigente e disse estar negociando com o setor de comércio, sem apresentar uma solução definitiva para o problema.

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