Sindicatos e movimentos sociais participam de ato no Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher

Com o lema “O corpo é meu, não se maltrata, não se viola, não se mata!”, foi realizado em frente à Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, um ato em virtude do Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher. A manifestação ocorreu na terça-feira, 25, e foi organizada pelo Fórum de Mulheres […]

Com o lema “O corpo é meu, não se maltrata, não se viola, não se mata!”, foi realizado em frente à Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, um ato em virtude do Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher. A manifestação ocorreu na terça-feira, 25, e foi organizada pelo Fórum de Mulheres do Espírito Santo em parceria com diversos sindicatos e movimentos sociais, entre eles, o Sindicato dos Bancários/ES.

A iniciativa, que começou com uma vigília por meio da qual foram relembradas as trajetórias de várias mulheres assassinadas, teve como objetivo não somente denunciar as diversas formas de violência sofridas pelas mulheres, mas também cobrar a elaboração e aplicação de políticas públicas eficazes. Para a diretora do Sindibancários e Integrante do Coletivo de Mulheres da entidade, Lucimar Barbosa, o feminicídio já é algo banalizado em nossa sociedade.

“É comum ver estórias de mulheres assassinadas pelos seus parceiros. A cada três minutos uma mulher é vítima de violência em nosso Estado. E infelizmente isso já não causa mais espanto em muitos. Por causa disso, estamos aqui para gritar, para denunciar. Queremos uma sociedade em que a mulher não seja vítima de violência, onde possamos ser donas do nosso próprio corpo, de nossas vidas, pois não somos propriedade de ninguém”, afirma Lucimar.

A coordenadora da Associação de Mulheres Unidas de Cariacica em Busca de Libertação (Amucabuli), Ana Lúcia da Rocha, afirma que o Estado se omite diante do feminicídio. “Todas as mulheres são alvo da violência, mas as negras são as que mais morrem. Contudo, o Estado não admite isso. Muitas chegam a denunciar, a pedir socorro, mas não são atendidas. Portanto, há também uma violência institucional contra as mulheres”, diz Ana Lúcia.

A militante do Movimento de Mulheres Camponesas, Arlene Boa, destaca a falta de políticas públicas para a mulher do campo. “São poucos os programas voltados para a agricultora. Um deles é o Pronaf Mulher. Porém, o que acontece é que as mulheres têm o acesso e seus maridos usufruem do benefício. É preciso mais políticas públicas para a mulher do campo. Porém, o que é mais necessário ainda é mudar a mentalidade das pessoas em relação ao papel social da mulher”, diz Arlene.Durante o ato também aconteceu o Tabelaço, atividade por meio da qual serão denunciadas as formas de violência sofridas pela mulher negra, especificamente.

Origem do Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher

Esse dia de luta tem sua origem em 1960, na República Dominicana, quando foram assassinadas as irmãs Mirabal. Elas eram líderes de um grupo de oposição à ditadura de Trujillo. O assassinato, das irmãs, conhecidas como “Las Mariposas”, causou uma reação popular que culminou na morte do ditador e deu origem ao Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher.

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