Trabalhadores marcham contra ameaça de reforma da Previdência

Trabalhadores do Espírito Santo realizaram uma caminhada contra a reforma da Previdência nesta terça-feira, dia 05, mesmo após o cancelamento da mobilização para a greve nacional. Diversas categorias, servidores públicos, movimentos sociais e estudantes ocuparam as ruas de Vitória para protestar contra o fim da Previdência Social.

No dia em que a greve nacional foi cancelada pela centrais sindicais, uma marcha contra a reforma da Previdência aconteceu em Vitória.

 

Sob forte chuva, trabalhadores do Espírito Santo marcharam contra ameaça de reforma da Previdência nesta terça-feira, dia 05, no dia em que aconteceria a mobilização para a greve nacional, cancelada na semana passada. A caminhada ocorreu da Praça de Jucutuquara até o Centro de Vitória e contou com a participação de diversas categorias, servidores públicos, movimentos sociais e estudantes. A ameaça à Previdência Social permanece, o que exige mobilização permanente dos setores populares contra este grave ataque do governo Temer.

“É fundamental a predisposição de luta dos trabalhadores. Dia 5 é dia luta. Dia de ocupar as ruas para dizer aos patrões que não estamos à sua disposição. Não aceitaremos a precarização do trabalho, não aceitaremos a reforma trabalhista e não aceitaremos a reforma da Previdência”, afirma Dérik Bezerra, diretor do Sindibancários/ES.

Jonas Freire, coordenador geral do Sindibancários/ES, também criticou a sistemática retirada de direitos dos trabalhadores pela reforma trabalhista, destacando inclusive os desmontes no banco público e estadual do ES, o Banestes. “Os trabalhadores desse banco vêm sofrendo na pele a perseguição, a transferência, a demissão sem justa causa. E agora estamos na rua porque não podemos permitir a reforma da Previdência. Precisamos reagir nas ruas e lutar”, afirma.

Além disso, os dirigentes Vinícius Moreira, Thiago Duda e Ivaldo Albano também criticaram os desmontes respectivamente em frente à Caixa Econômica, ao Banco do Brasil e ao Bandes – instituições que vêm sofrendo desmontes sistemáticos e ataque aos direitos de trabalhadores.

Mulheres em luta

Durante a macha, o movimento Mulheres em Luta também denunciou o quanto as reformas trabalhista e da previdência atingem as mulheres, com a retirada de direitos e a idade mínima para a aposentadoria, que pode aumentar para 62 anos. “Contra o machismo e o patriarcado e pelos direitos que demoramos tanto para conquistar”, gritaram as trabalhadoras.

Na noite de ontem, o Sindibancários realizou uma assembleia para organizar a mobilização do dia 5. Dirigentes do Sindicato destacaram que somente a CSP Conlutas e a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora não apoiaram a desistência da greve nacional.

“O governo Temer não desistiu de votar a reforma da Previdência. Está querendo votar o mais breve possível e não está enfraquecido”, afirma o diretor do Sindibancários Carlos Pereira de Araújo, o Carlão.

 

Confira aqui a GALERIA DE IMAGENS da marcha contra a reforma da Previdência.

Publicação que detalha a reforma da Previdência:

 

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