Terceira rodada de negociação do BB discute cláusulas sobre Segurança, Igualdade e Isonomia

As cláusulas da pauta de reivindicações específicas sobre Segurança, Igualdade de Oportunidades e Isonomia foram discutidas na terceira rodada de negociações com o Banco do Brasil, realizada nessa segunda-feira, 31. A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que assessora o Comando Nacional, defendeu medidas para garantir mais segurança aos bancários, fim da discriminação e […]

As cláusulas da pauta de reivindicações específicas sobre Segurança, Igualdade de Oportunidades e Isonomia foram discutidas na terceira rodada de negociações com o Banco do Brasil, realizada nessa segunda-feira, 31. A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que assessora o Comando Nacional, defendeu medidas para garantir mais segurança aos bancários, fim da discriminação e a garantia de direitos iguais entre os funcionários pré e pós-98.

Nas cláusulas que tratam de segurança bancária, foram debatidos temas como adicionais de periculosidade e insalubridade e a proibição de obras durante o horário de trabalho. O banco informou que está ampliando o número de agências com abertura remota do cofre e também está estudando um compromisso quanto a instalação de portas de segurança nas novas agências.

Os sindicatos relataram a preocupação com os trabalhadores lotados em locais considerados insalubres ou perigosos e que o banco não tem o mesmo reconhecimento. Foi cobrado novamente do BB, a volta dos vigilantes aos prédios, uma forma de dar mais segurança aos trabalhadores daqueles locais. O banco aceitou discutir melhor o tema e os sindicatos apresentarão um relatório com a designação de locais para uma análise mais aprofundada. Os representantes dos funcionários também cobraram melhorias no programa de vítimas de assalto e sequestro.

Igualdade de Oportunidades

Nas questões sobre igualdade de oportunidades, foram feitos debates sobre a não discriminação de representantes da Cipa, delegados e dirigentes sindicais.

Isonomia

O tema isonomia foi amplamente debatido nos pontos envolvendo a diferença de direitos e tratamento entre os funcionários pré e pós-98, bem como quanto aos funcionários oriundos de bancos incorporados. Os representantes dos funcionários cobraram o direito a licença-prêmio, anuênio e férias de 35 dias a todos os funcionários.

De acordo a direção do BB, o banco está proibido de avançar nesses temas pela Resolução nº 9 do DEST -Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST). Mas os representantes dos funcionários destacaram que esta é uma questão muito importante da pauta da categoria e que os bancários do BB esperam avanços nesse ponto.

Pessoas com Deficiência

Durante a rodada, também foi cobrado do BB a melhoria de tratamento aos funcionários com deficiência, desde a simples nomenclatura, seguindo a convenção da ONU, até a ampliação das ausências para tratamento de filhos com deficiência e horas de abono para reparo ou aquisição de prótese e cadeira de rodas.

Além disso, os representantes sindicais solicitaram ao BB uma orientação para que os locais de trabalho destinem vagas de estacionamento às pessoas com deficiência com carro adaptado ou que utilizem motorista. A direção do banco avalia fazer estudos aprofundados sobre esse assunto com envolvimento de mais diretorias, tendo em vista a complexidade do assunto.

Isenção de tarifas e anuidades

Outra reivindicação dos bancários foi a melhoria nas taxas de juros de empréstimos, isenção de tarifas e anuidade de cartões para funcionários do BB, da ativa e aposentados. Foi cobrado, ainda, do banco a revisão da taxa de juros do cheque especial, praticamente dobrada nos últimos dias, sem qualquer comunicado aos funcionários. Os representantes dos funcionários argumentaram que o BB disponibiliza para vários clientes taxas diferenciadas e mais atrativas que a dos funcionários.

Para a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone, além da direção do banco se esconder atrás do DEST para negar itens de isonomia, está ainda enrolando para negociar questões importantes para a categoria. “As reivindicações que apresentamos são problemas antigos e o BB já deveria ter apresentado uma proposta, e não analisar ainda as questões. Essa atitude do banco demonstra, mais uma vez, que a direção está protelando a negociação e não quer resolver as questões específicas. Os bancários devem permanecer mobilizados nesta Campanha para garantir a isonomia e melhores condições de trabalho”, destaca a diretora.

Com informações da Contraf.

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