Rodada de negociação nesta quinta-feira, 19, debate saúde e condições de trabalho

Adoecimento da categoria bancária tem crescido nos últimos anos. Mesmo assim, bancos continuam demitindo empregados, ampliando as sobrecarga de trabalho, e mantêm pressão para cumprimento de metas

Aguentar pressão para bater metas, sobrecarga de trabalho, assédio moral, extrapolação de jornada, constantes ameaças de demissão e dar conta de atender todos os clientes. Essa é a dura rotina dos bancários e bancárias, que estão entre os trabalhadores que mais adoecem no país.  Assim, nesta quinta-feira, 19, o Comando Nacional dos Bancários se reúne com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para discutir as cláusulas de saúde e condições de trabalho, na terceira rodada de negociação da Campanha Nacional 2018.

“Nesta rodada será discutida uma pauta fundamental para nós, bancários e bancárias. As cláusulas sobre saúde e condições de trabalho são tão importantes quanto as reivindicações econômicas, uma vez que o nível da gravidade do adoecimento da categoria bancária hoje é alarmante. As informações e os dados não sensibilizam os banqueiros. Portanto nossa luta não é apenas para defender o que já temos,  mas para garantir melhores condições de trabalho e de vida”, destaca o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

Não por acaso, o combate ao assédio moral ficou em terceiro lugar, dentre as prioridades apontadas por trabalhadores e trabalhadoras de bancos públicos e privados de todo o Brasil, em consulta feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), no mês de maio. Casos como depressão, síndrome do pânico, ansiedade e estresse já superam o número de ocorrências de doenças físicas, como a LER/Dort, que por anos foram campeãs de incidência na categoria.

Se por um lado, bancários enfrentam péssimas condições de trabalho, por outro a falta de empregados também penaliza os clientes. Além das altas taxas de serviços e tarifas que pagam, os clientes ainda são castigados com o longo tempo de espera nas filas quando procuram atendimento nas agências.

Enquanto os trabalhadores adoecem, os banqueiros só aumentam seus lucros. Em 2017, mais de 17 mil postos de trabalho foram fechados em todo o país, com demissões em massa nos bancos privados e reestruturações nos públicos. Essa forma de gestão adotada pelos bancos afeta gravemente a saúde dos trabalhadores e a qualidade no atendimento aos clientes.

Por isso, nesta Campanha Salarial os bancários e bancárias lutam  não apenas pela garantia de direitos já conquistados, mas também por melhores condições de trabalho, por respeito à saúde e por um atendimento de qualidade a todos os clientes.

Acompanhe e participe! Essa luta é de todos nós!

Rodadas de negociação:

19/07 – Pauta: Saúde e Condições de Trabalho

25/07 – Pauta: Emprego

01/08 – Pauta: Cláusulas econômicas

Acompanhe a Campanha Salarial 

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