Na Grande Vitória, tesoureiros e supervisores de retaguarda da Caixa aderem em massa à greve da categoria

Na Campanha Salarial 2013 os tesoureiros e supervisores de retaguarda da Caixa que atuam na Grande Vitória aderiram de forma coesa à paralisação dos bancários. A interrupção do serviço acontece desde ontem. Nos anos anteriores, esses trabalhadores ficavam em estado de greve, mas continuavam a fazer serviços como a manutenção do autoatendimento, o desligamento do […]

Na Campanha Salarial 2013 os tesoureiros e supervisores de retaguarda da Caixa que atuam na Grande Vitória aderiram de forma coesa à paralisação dos bancários. A interrupção do serviço acontece desde ontem. Nos anos anteriores, esses trabalhadores ficavam em estado de greve, mas continuavam a fazer serviços como a manutenção do autoatendimento, o desligamento do modo repositório dos caixas e algumas das próprias funções.

 A decisão pela greve foi tomada de modo unânime em plenária realizada no último sábado, 14, no Sindicato dos Bancários/ES. Na ocasião, tesoureiros e supervisores questionaram as condições de trabalho nos seus respectivos setores e cobraram medidas urgentes da direção do banco e empenho redobrado da Comissão dos empregados da CEF na mesa de negociação, no sentido de arrancar conquistas que melhorem as condições de trabalho nas REREt’s. A expectativa agora é de que os trabalhadores do interior se espelhem no que está sendo feito na Grande Vitória e também interrompam suas atividades.

“Ficamos animados com mais esses colegas se unindo à nossa luta por dignidade. A expectativa é de que, nessas negociações, a Executiva também consiga reivindicar melhorias nas condições de trabalho desses profissionais, que são fundamentais no funcionamento de uma agência e no suporte dos bancários, e que também estão sujeitos à ganância dos banqueiros, sofrendo com a sobrecarga de atribuições”, afirma Renata Garcia, diretora do Sindicato dos Bancários/ES e bancária da Caixa.

“Essa atitude inédita é um alerta para a Caixa, pois demonstra uma insatisfação generalizada frente à insensibilidade do banco em atender e modificar a sua estrutura de pessoal e atender o conjunto das justas reivindicações desses profissionais. Esperamos que nacionalmente o exemplo seja seguido”, finalizou Rita Lima, também diretora do Sindicato/ES.

Entre os problemas apontados pelos tesoureiros e supervisores de retaguarda se destacam a carência de funcionários, a inadequação dos espaços físicos, a sobrecarga de tarefas, a imposição de desvio de função, a discriminação no Processo Seletivo Interno, além da pressão e do assédio moral para o cumprimento das tarefas inerentes ao exercício da função.

Principais reivindicações dos tesoureiros  e supervisores de retaguarda

  •          Melhoria no espaço físico das tesourarias e retaguardas;
  •          Revisão da estrutura de pessoal, com no mínimo dois tesoureiros e dois técnicos bancários em cada Reret;
  •          Aumento na segurança da agência, sobretudo nos horários de saída dos tesoureiros e supervisores, quando a unidade já está fechada para o público;
  •          Fim da discriminação no Processo Seletivo Interno (PSI);
  •          Perfil único na rede, para facilitar as substituições em outras agências;
  •          Cumprimento do Acordo Coletivo referente aos cursos da Universidade Caixa, disponibilizando local adequado e horário dentro da jornada para a realização dos cursos.
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