Reforma da Previdência é aprovada na Comissão e segue para plenário

Comissão Especial, criada para analisar a Reforma da Previdência, aprovou o parecer do relator que impõe graves retrocessos aos direitos dos trabalhadores. Deputado capixaba, Lelo Coimbra, votou favorável à reforma

A Câmara dos Deputados mantém a todo vapor as ações de retirada de direitos dos trabalhadores. Nessa quarta-feira, 03, a Comissão Especial da Reforma da Previdência (PEC 287/16) aprovou, por 23 votos a 14, o texto-base do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). O texto do relator mantém a idade mínima de 65 anos para que o trabalhador possa se aposentar. Para as mulheres, a idade foi reduzida para 62 anos. O texto segue agora para votação em plenário.

O deputado capixaba Lelo Coimbra (PMDB-ES) faz parte da Comissão e votou a favor da reforma. O projeto impõe o tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Quem se aposentar receberá 70% do valor integral e terá acréscimo para cada ano trabalhado, além dos 25 anos. Caso seja aprovada na Câmara e no Senado, a reforma da Previdência irá destruir a proteção previdenciária e o direito à aposentadoria dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

“A aprovação desse texto-base é mais uma demonstração do desrespeito e descompromisso dos parlamentares com os trabalhadores brasileiros. Mesmo após a Greve Geral do último dia 28, em que milhares de brasileiros foram às ruas em todo o Brasil, os deputados viraram as costas para a população e aprovaram esse texto-base. Não podemos aceitar esse retrocesso dos nossos direitos. A hora é de intensificar a luta contra esse e outros ataques aos trabalhadores que estão em curso no Congresso e no governo. Precisamos nos unir para barrar a aprovação dessa reforma”, enfatiza o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

Fim da aposentadoria sem apoio da população

Divulgada na última segunda-feira, 01, pesquisa Datafolha revela que sete em cada dez brasileiros desaprovam a reforma da Previdência. A rejeição é maior entre jovens de 25 a 34 anos (76%), pessoas com curso superior (76%), quem recebe entre dois e cinco salários mínimos (74%) e mulheres (73%). Entre funcionários públicos, a reprovação chega a 83%.

Com informações da Contraf e Fenae

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