Trabalhadores da Caixa cobram fim de descomissionamento arbitrário

A reivindicação foi feita na reunião do GT sobre Descomissionamento, em Brasília, que contou com a participação de representantes dos trabalhadores e da Caixa.

A Contraf, federações, sindicatos e representantes da Caixa participaram, na terça-feira, 06, da terceira reunião do Grupo de Trabalho sobre descomissionamento, realizada em Brasília. Os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras cobraram novamente o fim do descomissionamento arbitrário, que, inclusive, é uma das pautas do 32º Conecef, ocorrido em São Paulo, em junho deste ano.

No GT, que é uma conquista da Campanha Salarial 2016, os trabalhadores enfatizaram que a versão 33 do RH 184 é resultado do poder discricionário das chefias na retirada da função, causando descontentamento entre os bancários e bancárias. Durante a reunião a Contraf apresentou aos representantes do banco um documento com propostas formuladas a partir de consulta feita aos trabalhadores.

No preâmbulo do texto, a representação nacional dos empregados afirma que “a construção da Caixa está diretamente vinculada à entrega diária de seus empregados, que traçam sua trajetória de trabalho dentro da empresa pública, com dedicação e aperfeiçoamento contínuo”. Essa perspectiva, segundo o documento, não pode e não deve ser interrompida abruptamente por um instrumento precário, que retrata muitas vezes um momento desvinculado da história laboral do empregado.

Ainda durante a reunião, os representantes dos empregados reafirmaram a defesa da Caixa 100% pública como principal bandeira de luta e resistência na conjuntura que vigora atualmente no Brasil. É com base nesse parâmetro que o descomissionamento feito a partir do julgamento unilateral das chefias está sendo contestado. O procedimento é classificado como subjetivo e não leva em conta a história do trabalhador dentro da Caixa. A instituição financeira se limitou a valorizar a forma de descomissionamento motivada pelo preenchimento do MO 21182 (modelo de formulário) pela chefia e ficou de analisar as propostas e contribuições formuladas com base na consulta aos empregados.

Uma nova reunião foi agendada para o próximo dia 19, em Brasília. Nela será feita a elaboração de uma proposta final do GT, a ser posteriormente definida em mesa de negociações permanentes.

“Esperamos que a proposta a ser apresentada pela Caixa contemple as demandas dos trabalhadores”, diz a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges.

Com informações da Contraf

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