Trabalhadores dizem não ao golpe e às medidas neoliberais do governo Dilma

Trabalhadoras e trabalhadores capixabas foram às ruas nesta sexta-feira (1) para deixar claro que não vão tolerar qualquer tentativa de golpe contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, pois eles ferem a Constituição, e que também são contra as medidas neoliberais que sustentaram os governos petistas nos últimos 13 anos. O Dia de Luta contra […]

Trabalhadoras e trabalhadores capixabas foram às ruas nesta sexta-feira (1) para deixar claro que não vão tolerar qualquer tentativa de golpe contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, pois eles ferem a Constituição, e que também são contra as medidas neoliberais que sustentaram os governos petistas nos últimos 13 anos. O Dia de Luta contra as políticas neoliberais do governo federal e contra as mentiras da direita ortodoxa ocorreu na Praça Costa Pereira, Centro de Vitória.

Segundo o coordenador geral do Sindibancários, Jessé Alvarenga, a solução não é o impeachment. Segundo ele, a classe trabalhadora precisa se unificar e construir uma saída da crise pela esquerda, com a construção de um projeto popular para o país. “Reconhecemos que o governo federal tem atacado nossos direitos, por exemplo, por meio da Reforma Previdenciária que está sendo gestada e do veto à auditoria da Dívida Pública, feito pela presidenta Dilma (PT). Criticamos essa postura e não apoiamos este governo, mas entendemos que impeachment não possui base legal e que, na verdade, a alternativa deve ser construída com os trabalhadores e as trabalhadoras”, destaca Jessé.

Segundo o Coordenador, os grupos favoráveis ao impeachment representam os interesses do sistema financeiro mundial e das tradicionais e conservadoras elites brasileiras. “Entendemos que o impeachment está sendo articulado pela grande mídia em sintonia com grandes partidos e suas lideranças, como Aécio Neves (PSDB), Eduardo Cunha (PMDB) e parte do poder judiciário para colocar um governo que vai aprofundar mais ainda as medidas neoliberais. O processo de impeachment, inclusive, está sendo coordenado por Cunha, uma pessoa comprovadamente envolvida em corrupção na Lava Jato e sem credibilidade para conduzir esse processo”, diz Jessé.

Participaram da organização do ato o Sindibancários/ES, a Corrente Sindical e Popular Resistência e Luta, o Sindicato dos Trabalhadores na Ufes (Sintufes), o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Colatina (SISPMC).

Legalidade do impeachment

O protesto também colocou em cheque a legalidade do processo de impeachment em tramitação na Câmara devido à inexistência de crime de responsabilidade que comprometa o mandato de Rousseff. “Por meio desse ato também reivindicamos que as apurações da Lava Jato sejam feitas sem seletividade, abarcando todos os políticos e partidos envolvidos, inclusive o PMDB, PSDB, DEM, PRP, PP, PSB e PT.”, afirma o diretor do Sindibancários Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

Pauta de reivindicação popular

Durante o ato, os manifestantes também protestaram contra diversas medidas do Governo Federal, como o ajuste fiscal, a privatização do pré-sal, o PLS 555/2015, o chamado “Estatuto das Estatais”, a sucessiva escalada das taxas de juros nos bancos e o PLC/30, que prevê a terceirização irrestrita. A auditória cidadã da dívida pública, uma das principais pautas de reivindicação dos movimentos populares brasileiros, também foi lembrada durante a mobilização. Em janeiro deste ano, a presidenta Dilma Rousseff vetou o projeto de auditoria apresentado em 2015 pela bancada do PSOL ao Congresso Nacional.

No início da semana, o Sindicato dos Bancários publicou nota que reafirma se posicionamento sobre a conjuntura política do país.

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