Trabalhadores do Espírito Santo fazem manifestação contra o PL 4330 no Dia Nacional de Mobilização

O Sindicato dos Bancários/ES, juntamente com outros sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais participaram nesta sexta-feira, 30, do Dia Nacional de Mobilização contra o PL 4330, que regulamenta a terceirização no Brasil, inclusive nas atividades fim. O ato contou com a adesão de trabalhadores de diversas categorias, que se concentraram em Carapina, na Serra, na […]

O Sindicato dos Bancários/ES, juntamente com outros sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais participaram nesta sexta-feira, 30, do Dia Nacional de Mobilização contra o PL 4330, que regulamenta a terceirização no Brasil, inclusive nas atividades fim. O ato contou com a adesão de trabalhadores de diversas categorias, que se concentraram em Carapina, na Serra, na Segunda Ponte, em Vitória, e na Terceira Ponte, em Vila Velha. Posteriormente eles caminharam rumo à sede da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). 

A Findes foi escolhida como ponto final da manifestação por ser uma grande entidade de representação patronal da indústria capixaba. “Lá estão representados os grandes empresários, ou seja, os maiores interessados na aprovação do PL 4330, um projeto de lei que tem como objetivo aumentar ainda mais o lucro do empresariado com a retirada de direitos do trabalhador. Também são esses grupos que se apropriam de forma criminosa do dinheiro público por meio de isenções fiscais, cujo valor já ultrapassou 21 bilhões de reais no Espírito Santo. Esse dinheiro deveria ser utilizado para investir no serviço público, como na saúde e educação”, afirma o coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão. 
Além da luta contra o PL 4330, a manifestação defendeu bandeiras de luta como o fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, utilização de 10% do PIB para educação pública, 10% do Orçamento Geral da União para a saúde pública, transporte público de qualidade, reforma agrária, suspensão dos leilões de petróleo, fim do pedágio na Terceira Ponte e fim da criminalização dos movimentos sociais. 

Os manifestantes também reivindicaram uma resposta do Governo do Estado em relação à pauta de reivindicações do Fórum Campo Cidade, entregue na greve geral do dia 11 de julho. “Até o momento não tivemos retorno nenhum em relação às reivindicações dos movimentos do campo e da cidade. O governador encaminha somente as causas que interessam ao empresariado. Já passou da hora dele dar uma resposta para a população capixaba”, afirma o diretor do Sindicato/ES, Idelmar Casagrande. 

A pauta contempla questões como criação da Universidade Pública Estadual, melhoria das condições de trabalho no setor público, publicação e implementação imediata do Programa Estadual de Direitos Humanos e Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos, criação do Conselho Estadual de Segurança Pública, fim do pedágio da Terceira Ponte, sem retirada de verbas de políticas sociais para o pagamento de possível multa; garantia de uma educação de qualidade em todos os níveis nas comunidades camponesas, fortalecimento da Codesa como órgão gestor dos portos no Estado, garantia do Banestes e da Cesan públicos e estaduais e criação da Secretaria de Estado da Juventude. 


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