Trabalhadores e trabalhadoras da Caixa traçam estratégias de organização e mobilização da luta pela isonomia

Bancários e bancárias da Caixa participaram, no sábado, 16, do Encontro Estadual Sobre Isonomia. A atividade, realizada pelo Sindicato dos Bancários/ES, ocorreu no auditório da entidade. Durante o encontro foram traçadas as estratégias de organização e mobilização da luta pela isonomia e foram eleitos os delegados e delegadas que irão representar o Espírito Santo no […]

Bancários e bancárias da Caixa participaram, no sábado, 16, do Encontro Estadual Sobre Isonomia. A atividade, realizada pelo Sindicato dos Bancários/ES, ocorreu no auditório da entidade. Durante o encontro foram traçadas as estratégias de organização e mobilização da luta pela isonomia e foram eleitos os delegados e delegadas que irão representar o Espírito Santo no encontro nacional, cuja realização foi deliberada no último Conecef, ocorrido entre os dias 06 e 08 de junho, em São Paulo.

Entre as propostas a serem levadas pelos representantes do Espírito Santo para o encontro nacional estão condicionar a orientação da Comissão Executiva de Empregados (CEE) ao avanço na isonomia, elaboração de um calendário permanente de luta pela isonomia, criação de uma comissão nacional de isonomia desvinculada da CEE, criação de um grupo de trabalho sobre isonomia, realização de uma campanha nacional de mobilização pela isonomia, realização do dia de luta pela isonomia, resgate das conquistas alcançadas pelos pós-98 e divulgação pela CEE das discussões internas diante de cada ponto de pauta com o posicionamento de cada um. Essas propostas serão defendidas pelos delegados e observadores eleitos no encontro, que são Renata Garcia, Vinícius Moreira, Kerley Santos Herculano, Nubio La Terza Revoredo, Hermínia Andreia Almeida, Eduardo Stewart Junqueira e Sandro Lúcio Martins

Durante o encontro o delegado sindical Vinícius Moreira apresentou uma planilha que mostra as perdas do pós-98 em 30 anos num cálculo de juros compostos. De acordo com os dados, um técnico bancário que entrou em 2002, com salário de R$ 808,00, em 30anos terá uma perda de cerca de R$ 102.000,00. Já aquele que entrou em 2014, com salário de R$ 2025,00, em três décadas terá uma perda cuja média será de R$ 257.000,00. Os valores levam em consideração o ATS e a licença prêmio. “Estão sendo negados aos trabalhadores e trabalhadoras os dois itens mais importantes, por meio dos quais a Caixa mais prejudica os bancários e bancárias. A planilha mostra que o prejuízo para os pós-98 é gritante. Destaco que, nesses cálculos, não estão inclusas questões como delta e décimo terceiro salário. Portanto, os prejuízos são maiores”, afirma Vinícius.

O bancário Sandro Lúcio Martins Janiques, da agência de Jardim Itapoã, em Vila Velha, quer se aprofundar nos debates sobre isonomia. “A apresentação da planilha abriu os meus olhos sobre a perda que os pós-98 têm. Participar desse encontro foi uma experiência nova e me mostrou que eu estava muito conformado com essa situação. É hora de participar mais ativamente dessa luta”, afirma Lúcio.

A diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Renata Garcia, salienta a importância da mobilização para avançar na luta pela isonomia. “Só vamos reconquistar o que é nosso com organização e mobilização. O fato da causa ser justa não garante as nossas conquistas, o que vai garantir é a nossa luta. Não dá para aceitar que trabalhadores e trabalhadoras que cumprem a mesma função não tenham os mesmos direitos, não dá para conviver com duas condições de trabalho. Isso nos divide e nos enfraquece. É preciso destacar também que a ausência de isonomia prejudica não somente os pós-98, mas também os escriturários, pois eles são discriminados, por exemplo, nos processos de seleção interna (PSI), sob alegação de sua hora é mais cara”, afirma Renata.

 

Imprima
Imprimir