Trabalhadores ocupam a ALES em greve de fome contra reforma da Previdência

Em greve de fome desde a última quarta, dia 13, trabalhadores rurais do Movimento dos Pequenos Agricultores ocupam a Assembleia Legislativa do ES para resistirem à reforma da Previdência. A diretoria de Sindibancários pede que as pessoas somem forças e apoiem a luta para barrar o projeto.

Os movimentos de resistência à reforma da Previdência vêm ganhando fôlego pelo país. Ontem, quarta-feira (13), trabalhadores do campo e militantes do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) iniciaram na Assembleia Legislativa do ES uma greve de fome em repúdio ao projeto que impõe retrocessos a toda a classe trabalhadora. A Greve de Fome permanece nesta quinta-feira, dia 14. 

“Nós estamos nos abstendo de alimentos a fim de sensibilizar os deputados para que  não votem a favor da reforma. O governo vem fazendo esforços para votar o projeto ainda este mês, talvez nos próximos dias, por isso temos de nos mobilizar e unir forças com todas as organizações para barrá-lo,” explica Delzira Conte, trabalhadora do campo e integrante do MPA.

A diretoria do SIndibancários/ES participa ativamente dando apoio ao movimento de greve de fome dos trabalhadores rurais

Além da trabalhadora, do município de São Gabriel da Palha, estão em jejum trabalhadores que vieram das cidades de Pancas, Sooretama e São Mateus. Os manifestantes foram impedidos de passar a noite de ontem na Assembleia Legislativa. O deputado peemedebista Erick Musso, presidente da casa, alegou “questões de segurança”. Para Dorizete Cosme, um dos militantes, a justificativa não convence:

“A decisão do presidente de impedir que nós passássemos a noite na ala de recepção da Assembleia, que nós temos como a casa do povo, nos surpreendeu. Impedir trabalhadores devidamente identificados e que não ofereciam qualquer risco mostra um alinhamento do presidente da casa com a reforma que está pretendendo ser implantada e é também uma atitude discriminatória contra os trabalhadores do campo”.

Na manhã de hoje os trabalhadores manifestantes retornaram à Assembleia, onde o movimento tem continuidade. O diretor do Sindibancários/ES, Carlos Araújo, o Carlão, destaca a importância do apoio ao movimento e afirma que essa luta é de  toda a classe trabalhadora: “É importante que a população compareça à Assembleia para prestar apoio aos manifestantes e fortalecer a luta. Trabalhadores do campo e da cidade devem se unir na construção de uma agenda de lutas contra a reforma, que só deve cessar quando a proposta for barrada, ainda que a votação na Câmara dos Deputados seja prorrogada para o próximo ano”.

Movimentos pelo país

Em Brasília, o Movimento dos Pequenos Agricultores está realizando desde o dia 5 uma greve de fome contra a reforma da Previdência. As lideranças explicam que a greve significa que alguns passarão fome por alguns dias para evitar que muitos passem fome a vida inteira, e afirmam que o protesto só terá fim quando a reforma for retirada de pauta na Câmara dos Deputados. A greve está em seu 10° dia. Em nota divulgada ontem (13), o MPA afirma que os primeiros sinais de debilidades foram observados nos grevistas, que se queixam de fraqueza, dificuldade de locomoção, dores de cabeça e no estômago.

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