Trabalhadores ocupam as ruas no Dia Nacional de Luta contra a retirada de direitos

Contra o projeto de retirada de direitos e as inúmeras medidas econômicas e sociais do governo golpista de Temer, trabalhadores do campo e da cidade se uniram na manhã desta terça-feira, 16, no Dia Nacional de Mobilização e Luta por Emprego e Garantia de Direitos. Cerca de 600 pessoas participaram da marcha, que teve início […]

Manifestantes saíram da Praça de Jucutuquara e seguiram até a Praça Oito, no Centro de Vitória (Fotos: Sérgio Cardoso)

Manifestantes saíram da Praça de Jucutuquara e seguiram até a Praça Oito, no Centro de Vitória (Fotos: Sérgio Cardoso)

Contra o projeto de retirada de direitos e as inúmeras medidas econômicas e sociais do governo golpista de Temer, trabalhadores do campo e da cidade se uniram na manhã desta terça-feira, 16, no Dia Nacional de Mobilização e Luta por Emprego e Garantia de Direitos. Cerca de 600 pessoas participaram da marcha, que teve início na Praça de Jucutuquara, em Vitória. Durante o ato, manifestantes deram um abraço simbólico no Banestes do Palas Center, para marcar a luta em defesa do banco público e estadual.

Privatização das empresas públicas, desregulamentação da legislação trabalhista, ajuste fiscal com cortes em áreas essenciais para a população estão entre os principais ataques do governo de Temer. Ao longo da manifestação, que seguiu até a Praça Oito, no Centro de Vitória, os trabalhadores gritaram “Fora Temer” e criticaram, ainda, o projeto privatista do governador Paulo Hartung.

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Em defesa do Banestes público e estadual, manifestantes abraçaram a unidade do banco no Palas Center, no Centro de Vitória

O ato foi organizado por diversas entidades sindicais, movimentos sociais do campo e da cidade, estudantes e partidos de esquerda. “Essa foi uma manifestação importante para reafirmar o compromisso dos trabalhadores do campo e da cidade. Essa é a nossa reação perante às ameaças gravíssimas de retirada de direitos dos trabalhadores, dos aposentados, das mulheres, das áreas da saúde e da educação. Foi muito importante a participação das diversas entidades e movimentos, pois essa união aponta que estamos rumo à construção de uma greve geral forte para barrar esse projeto de retrocesso do golpista Temer”, enfatizou o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

Todos em  defesa das empresas públicas

Além de denunciar o projeto entreguista de Temer, que já escancarou as reais intenções do governo de entregar o patrimônio brasileiro aos empresários, os manifestantes também fizeram fortes críticas ao governo de Paulo Hartung. Seguindo a mesma linha do presidente ilegítimo, Hartung já conseguiu a aprovação do projeto de lei que permite privatizar quase 50% da Cesan. Hartung também já anunciou que não poupará  esforços para vender o  Banestes,  considerado uma de suas principais “cartas na manga” para “tirar” o Estado da “crise”.

Trabalhadores do campo e da cidade se uniram no ato contra a retirada de direitos

Trabalhadores do campo e da cidade se uniram no ato contra a retirada de direitos

Para o coordenador Estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Leomar Lyrio, é preciso fortalecer a união entre os movimentos campesinos e as organizações dos trabalhadores da cidade para defender o patrimônio do povo. “Esse ato para nós é fundamental, porque mostra que temos capacidade e condições de nos organizarmos cada vez mais. Defendemos que as empresas públicas estejam a serviço da população. Quando defendemos a Cesan, fazemos a defesa da água, de uma empresa que deve fazer com que todos tenham acesso a um bem necessário. Água é primordial para a vida, por isso não aceitamos que ela seja vendida, não pode ser mercadoria. Precisamos, portanto, fortalecer a união entre o campo e a cidade, sair da categoria e fazer, de fato,  a luta de classe”, defendeu Lyrio.

Contra a retirada de direitos

Aprovação do projeto que libera a terceirização irrestrita no Brasil e a proposta de reforma da previdência, que amplia a idade mínima para aposentadoria, estão entre os principais ataques aos direitos dos trabalhadores do governo Temer. Nas ruas, a manifestação ganhou apoio de vários trabalhadores, que se opõem a essas e outras propostas do governo Temer.

“Essas propostas estão todas erradas. Acho que os trabalhadores têm que ir para as ruas mesmo, para tentar barrar essas mudanças”, defendeu o autônomo Valdir Borges, 58 anos. Para o segurança Marcos Ramos, 48 anos, o pacote de Temer é inadmissível. “Não são os trabalhadores que têm que pagar por essa crise. Já está difícil viver como está a situação hoje. Apoio a manifestação, porque já trabalhamos para receber pouco e ainda querem reduzir ainda mais nossos direitos. É absurdo”, disse Ramos, que mora no bairro em São Pedro, Vitória.

Professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e presidente do PSTU, Rafael Góes Furtado , defendeu que é preciso avançar na construção de uma greve geral para barrar esse pacote de maldades de Temer. “Hoje, várias centrais, movimentos e partidos, que tem grandes diferenças, se uniram  em torno da pauta da defesa dos direitos. Finalmente aconteceu essa união e ela é necessária para a gente conseguir barrar esse forte ataque à classe trabalhadora. Começamos a mexer as engrenagens para construir uma greve geral no país.  Quando os trabalhadores cruzarem os braços, derem as mãos em luta, vamos conseguir barrar esse pacote de reajuste.  Estamos avançando no sentido certo, de construção de uma greve geral”, destacou Furtado.

Entre as entidades que participaram do ato estão a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, a CSP Conlutas, o Sindibancários/ES, o PCB (Partido Comunista Brasileiro), o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), o MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a FETAES (Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Espírito Santo), o Grupo 100% Renovação (Oposição dos trabalhadores em vigilância patrimonial), o Coletivo Sindiupes Pela Base (grupo de oposição ao Sindiupes), ASPEPRO (Associação de Pequenos Produtores Rurais do Estado do Espirito Santo), o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), o CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), a PJR (Pastoral da Juventude Rural), a RACEFFAES (Regional das Associações dos Centros Familiares de Formação em Alternância do Espírito Santo), a APTA e a MMC.

 

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