Trabalhadores promovem ato contra retirada de direitos nesta quinta-feira

Protesto será nesta quinta-feira, com concentração a partir das 15 horas na Praça Pio XII, Centro de Vitória

Nesta quinta-feira, 22, bancários e bancárias, junto com diversas categorias, vão às ruas em protesto contra o ataque do governo Temer aos direitos trabalhistas, à Previdência Social e aos serviços públicos. A concentração será às 15 horas, na Praça Pio XII, no Centro de Vitória. De lá, os trabalhadores seguem em passeata pelas ruas da região.

O ato é realizado pela Frente Estadual em Defesa da Previdência Social, dos Direitos Trabalhistas e dos Serviços Públicos, que reúne trabalhadores, trabalhadoras, movimentos sociais, sindicais e populares. Dentre as medidas emergenciais anunciadas por Temer está a reforma da Previdência, com a imposição de idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e mulheres, desvinculação do valor dos benefícios previdenciários do salário mínimo, achatando ainda mais as aposentadorias e pensões.

“Vamos às ruas em protesto contra esse pacote de ajuste fiscal do governo Temer, que reduz os já parcos investimentos destinados para saúde e educação. Nossa luta também é contra as medidas de terceirização, a retirada de direitos e a privatização das empresas públicas, que são patrimônio do povo brasileiro. Esse é um governo golpista e que está a serviço dos grandes banqueiros e industriais, por isso nossa bandeira é Fora Temer”, destaca o diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

O ataque aos direitos trabalhistas também vem dos parlamentares. Dentre as propostas de lei em curso no Congresso que afetam os trabalhadores e enfraquece os serviços públicos estão:

PLP 257/2016

Desmonta os serviços públicos e penaliza a população. Fim dos concursos públicos, demissões e privatização, aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14%, impede aumento de salário (inclusive de aposentados) por dois anos, entre outros absurdos.

PEC 241/2016

Significa investimentos congelados por 20 anos para saúde, educação, transporte público, moradia, segurança, saneamento, e tudo que seja serviço do Estado.

MP 726/16

Governo Temer acaba com o Ministério da Previdência e fatia suas ações: o INSS foi para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Social e os outros órgãos para o Ministério da Fazenda. Esses ataques começaram no governo Dilma. Temer e os parlamentares governistas aceleraram e aprofundaram, prejudicando toda a população.

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