Trabalhadores cobram funcionamento de GT sobre a Funcef

Para reverter a suspensão do GT, os trabalhadores e trabalhadoras enviaram um ofício cobrando o funcionamento do grupo de trabalho.

Na sexta-feira, 24, em negociações com o banco, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) cobrou, por meio do envio de um ofício, o funcionamento do Grupo de Trabalho Tripartite que tem como objetivo debater diversos temas relacionados à Funcef. O GT foi instituído em 13 de maio. Contudo, cinco dias depois, a Diretoria Executiva suspendeu a portaria que criou o colegiado, alegando a necessidade de “reavaliar a composição” e “delimitar os temas a serem tratados”.

“Num momento em que a Funcef está com problemas de equacionamento, suspender o diálogo com os trabalhadores e trabalhadoras é um problema, pois pode significar um retrocesso”, afirma a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Rita Lima.

Para o também diretor do Sindicato, Vinícius Moreira, a suspensão do GT é uma atitude que fere a democracia.

“Não abriremos mão do GT, pois é a forma mais democrática de discutir as questões da Funcef. É preciso dar espaço aos trabalhadores e trabalhadoras, que são os mais interessados em discutir os rumos da Funcef. É por causa da realização dos GTs que muitos avanços acontecem nas temáticas relacionadas ao fundo de pensão. A Funcef não é da Caixa, portanto, a instituição financeira não deve determinar se o GT deve funcionar ou não”, afirma.

O ofício foi enviado para o presidente da Fundação, Sérgio Eduardo Mendonça; o presidente do Conselho Deliberativo, Joaquim Lima de Oliveira; e para Márcia Guedes, diretora executiva de Gestão de Pessoas da Caixa Econômica Federal. A portaria que criou o GT Tripartite determinou que os temas a serem tratados são: contencioso judicial, voto de Minerva, incorporação do REB ao Novo Plano, reformulação do Comitê de Investimentos, política de investimentos, consulta direta aos participantes, Fundo de Acumulação de Benefício (FAB) e Fundo de Revisão de Benefícios (FRB)

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