Trabalhadores traçam estratégias de defesa das empresas públicas em seminário realizado em Brasília

O encontro expôs os riscos a que estão submetidas as empresas públicas na atual conjuntura, reforçou sua importância para a sociedade brasileira e estabeleceu estratégias conjuntas de defesa desse patrimônio

Nesta quarta-feira, 07, especialistas, técnicos, parlamentares e representantes de entidades sindicais e associativas de todo o Brasil se reuniram no seminário “Em Defesa das Empresas Públicas”, em Brasília. O encontro expôs os riscos a que estão submetidas as empresas públicas na atual conjuntura, reforçou sua importância para a sociedade brasileira e estabeleceu estratégias conjuntas de defesa desse patrimônio. Ele foi realizado pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, com o apoio da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae).

Entre os temas abordados durante a programação estão análise de conjuntura econômica e política do Brasil, situação das empresas públicas e análise de projetos no Congresso nacional e Articulações, entre outros.

“Em relação á situação das empresas públicas o quadro que nos foi mostrado é desesperador. A política do governo é a de privatizar todas as empresas públicas, entregar ao mercado todo o patrimônio. E não é somente os bancos. Querem estrangeirizar nossas riquezas e se isso acontecer não teremos controle sobre elas”, diz a diretora dos Bancários/ES, Lizandre Borges.

O coordenador geral do Sindibancários, Jonas Freire, destaca a importância da união entre as empresas públicas contra os ataques do governo ilegítimo de Temer (PMDB).

“É importante construirmos uma luta unitária em defesa das empresas públicas. Precisamos fortalecer o Comitê, ampliar, enraizar, trazer mais empresas para participar. Entre os bancos, há grande participação das instituições financeiras federais. Temos que trazer os bancos regionais, como o Banestes”, afirma Jonas.

O Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas foi criado em janeiro de 2016 como consequência da mobilização contra o Projeto de Lei do Senado 555, que estabelecia o Estatuto das Estatais (ou Lei de Responsabilidade das Estatais). Tem a participação das centrais sindicais CUT, UGT, Nova Central, Intersindical, Conlutas e CTB, além de empresas públicas como Caixa, Banco do Brasil, Embrapa, Correios, entre outras. Conta com o apoio de entidades como a Fenae, Contraf e Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Com informações da Contraf e da Fenae

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