Trabalhadores vão às ruas de Vitória em preparação para greve geral

Trabalhadores de diversas categorias participaram do Dia Nacional de Paralisação Rumo a Greve Geral. O objetivo do protesto foi fortalecer a mobilização em busca da construção de uma greve geral. Após a concentração na Ufes, os manifestantes seguiram em marcha pela Reta da Penha.

Na manhã desta quinta-feira, 29, sindicatos e movimentos sociais do campo e da cidade se concentraram na Ufes para o Dia Nacional de Paralisação Rumo a Greve Geral. O objetivo do protesto foi dialogar com trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias para fortalecer a mobilização em busca da construção de uma greve geral. Após a concentração na Ufes, os manifestantes seguiram em marcha pela Reta da Penha.

A manifestação foi organizada pela Frente Estadual em Defesa da Previdência Social, dos Direitos Trabalhistas e do Serviço Público, da qual o Sindicato dos Bancários/ES faz parte junto com outros sindicatos, como Sindipúblicos, Sintufes, Adufes, entre outros.

“Os trabalhadores e trabalhadoras estão se unindo para a construção de uma greve geral porque é preciso barrar o processo de retirada de direitos que está presente, por exemplo, na Reforma Trabalhista, na Reforma da Previdência, e em projetos de lei como o PLC 257/2016 e a PEC 241/2016. Também lutamos para avançar na conquista de mais direitos, em busca de dignidade para a classe trabalhadora”, diz o diretor do Sindibancários, Dérik Bezerra.

Precarização da educação

A precarização da educação também foi denunciada durante o protesto. Nesta quinta-feira, tanto a Associação dos Docentes da Ufes (Adufes) quanto o Sinasefe, sindicato que representa os docentes e técnicos administrativos do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), realizaram uma paralisação de 24h contra as ameaças aos direitos sociais, aos serviços públicos em geral e à educação, em particular.

No que diz respeito à educação, destaca-se a redução de investimentos nas universidades e institutos federais. Segundo o que foi anunciado pelo Governo Temer, em 2017 a verba destinada para essas instituições de ensino serão reduzidas em cerca de 50%. Em entrevista ao jornal A Gazeta no dia 28 de setembro, o reitor da Ufes, Reinaldo Centoducatte, afirmou que no próximo ano a universidade terá R$ 600 mil a menos no orçamento para assistência estudantil, tendo que rever sua política para atender os estudantes.

Diante desse cenário de ataques à educação, o professor do Ifes de Viana, Robson Malacarne, resolveu participar do protesto.

“O Ifes oferta curso técnico, curso superior e mestrado. Assim como a Ufes, está pautada no tripé ensino, pesquisa e extensão. Com a redução de verba, o funcionamento dessa estrutura com qualidade será precarizado. É importante lembrar que o Ifes tem muitos alunos de origem popular, e assim como a Ufes tem políticas de assistência estudantil que serão reduzidas pela falta de verba”, diz Robson.

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