Projeto da Reforma Trabalhista será colocado em votação até quinta-feira

Uma das possibilidades de barrar a Reforma Trabalhista é por meio da greve geral que acontecerá no dia 28 de abril em todo o país

O  presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já anunciou que colocará o PL 6787/2016 (PL da Reforma Trabalhista) em análise e votação nesta quarta e quinta-feira, 26 e 27.  O projeto flexibiliza as leis trabalhistas e põe fim a direitos históricos conquistados pelos trabalhadores. Aliado do presidente Michel Temer (PMDB), Rodrigo Maia tem feito inúmeras manobras para acelerar a votação e aprovação de projetos do governo. Contra todas essas medidas de retirada de direitos, trabalhadores de todo o Brasil promovem Greve Geral nesta sexta-feira, 28. Bancários e bancárias capixabas também vão paralisar as atividades. 

Na quarta-feira, 19, um dia depois de o requerimento de urgência para a tramitação do PL da Reforma Trabalhista ter sido recusado pelo Plenário da Câmara dos Deputados, a base de apoio ao governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) voltou a colocar a matéria em votação e conseguiu a aprovação do requerimento. A base governista conseguiu 287 votos favoráveis à tramitação em caráter de urgência. Era preciso obter 257 para a aprovação. No dia anterior, 230 deputados haviam votado favoráveis ao requerimento, 163 contra e houve uma abstenção.

“Foi uma manobra para acelerar a votação do projeto de lei, que atende aos interesses dos empresários, pois tira direitos dos trabalhadores e trabalhadores e enfraquece a organização sindical, dificultando a mobilização em busca de melhores condições de trabalho. Porém, esse desmonte pode ser impedido se a classe trabalhadora se mobilizar. Por isso, convidamos não somente os bancários e bancárias, mas todas as categorias profissionais para participar da greve geral do dia 28. Vamos parar o Brasil para barrar não somente a Reforma Trabalhista, mas também a da Previdência”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Fabrício Coelho.

O projeto de lei quer alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), revogando e alterando vários artigos como forma de retirar os principais direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras. Uma das iniciativas previstas Reforma Trabalhista já foi aprovada. Trata-se da terceirização nas atividades fim, que passou a ser permitida após aprovação do PL 4302/98, sancionado no dia 31 de março pelo presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB).
Uma das consequências da terceirização para os bancários e bancárias será a possibilidade dos bancos terceirizarem todos seus serviços. Além disso, a empresa contratada também poderá repassar a demanda para outra, abrindo espaço para a quarteirização.

Outra ameaça para a categoria é a ampliação do número de correspondentes bancários. Também haverá aumento da formação de empresas prestadoras de serviços sem funcionários, que são empresas de uma pessoa só, sem direito a férias e licenças. Destaca-se, ainda, o fim do concurso público. Em vez da contratação por meio de edital de concurso a administração direta e indireta pode recorrer aos prestadores de serviço.

Com informações da Contraf

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