Participe do segundo turno das eleições do Caref. Seu voto é importante!

A decisão é entre uma candidatura que integra o campo dos trabalhadores e outra alinhada à gestão do banco. Por isso, no segundo turno o apoio do Sindibancários/ES vai para Débora Fonseca.

Termina no próximo dia 31 de janeiro o segundo turno da eleição do Caref  para escolha do representante dos empregados no Conselho de Administração do Banco do Brasil. No primeiro turno, o Sindibancários/ES apoiou o candidato Andrei Freitas, que terminou em terceiro lugar, com 2.229 votos. No segundo turno, nosso apoio vai para a bancária Débora Fonseca.

Os rumos do BB na disputa

No segundo turno, a candidatura de Débora Fonseca é a única escolha possível para os empregados preocupados com a defesa do BB público e com os direitos dos empregados. 

“Existem diferenças entre o Sindibancários/ES e o campo majoritário da CUT no movimento sindical, por isso apoiamos Andrei no primeiro turno, por entender que era o candidato mais alinhado aos nossos interesses e à nossa concepção de banco público. No entanto, entendemos que agora Débora é a única candidata do campo dos trabalhadores, já que seu concorrente, Jair Antonio Pegorim Miller, integra a chefia do banco, o que o atrela aos interesses da instituição e não aos do corpo funcional”, explica Thiago Duda, diretor do Sindicato.

Thiago destaca que, numa conjuntura de ataques ao funcionalismo e ao Banco do Brasil, é preciso ter no Caref alguém próximo à luta dos empregados.

“O Governo já anunciou medidas privatistas, de venda fatiada de setores do banco e de enfraquecimento do seu papel social, aproximando o BB ainda mais de uma lógica de mercado. Não precisamos de mais um representante do banco nesse espaço. A candidatura de Débora nos permite disputar uma concepção de banco público, enquanto com o outro candidato estamos impermeáveis, impossibilitados de fazer esse debate”, ressalta.

O BB que queremos

Para o Sindibancários/ES, o Banco do Brasil deve reforçar seu papel social, democratizando o acesso ao crédito e garantindo investimento em áreas estratégicas e com finalidade social, como habitação, agricultura, financiamento de classes mais baixas e microempresas. Além de serem agentes de políticas públicas importantes, os bancos públicos também devem atuar como reguladores do mercado, na medida em que ofertam juros e tarifas mais baixas e puxam o custo do crédito para baixo, atacando o oligopólio e a concentração de riqueza no sistema financeiro. “Esse é o papel que defendemos para o Banco do Brasil e que deve ser perseguido pelo representante dos empregados no Conselho de Administração”, aponta Duda.

Atuação do Caref é limitada, mas é um espaço nosso

O Conselho de Administração do BB é composto por oito membros, sendo 7 indicados pelo banco e pelo mercado. Essa diferença acaba por limitar a atuação do Caref, que com apenas uma cadeira tem poucas chances de enfrentar as posições majoritárias no CA. Além disso, a legislação proíbe que o representante dos empregados participe de debates diretamente relacionados ao funcionalismo, sob alegação de conflito de interesses. É mais uma forma de cercear a intervenção dos trabalhadores nos rumos do banco. Ainda assim, ocupar esse espaço nos permite acompanhar mais de perto a gestão do BB, as medidas que estão sendo tomadas e fazer o contraponto em relação àquilo que fere o interesse dos empregados. Por isso, participar das eleições do Caref é importante. Não deixe de exercer seu direito de voto! A votação é pelo SISBB.

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