Venda de folha de pagamento de servidores da União desvaloriza bancos públicos

Foi anunciado na quarta-feira, 02, que o Ministério do Planejamento irá vender a folha de pagamento dos servidores da União a partir de fevereiro de 2016. Os salários de servidores públicos civis ativos, inativos pensionistas, estagiários do Executivo e anistiados políticos, que hoje são depositados 70% no Banco do Brasil, 18% na Caixa e 12% […]

Foi anunciado na quarta-feira, 02, que o Ministério do Planejamento irá vender a folha de pagamento dos servidores da União a partir de fevereiro de 2016. Os salários de servidores públicos civis ativos, inativos pensionistas, estagiários do Executivo e anistiados políticos, que hoje são depositados 70% no Banco do Brasil, 18% na Caixa e 12% em outros bancos, poderão ser depositados em instituições financeiras privadas.

“Essa medida significa o esvaziamento dos bancos públicos em benefício das instituições privadas. É uma proposta de privatização, que se choca com a defesa que fazemos dos bancos públicos. Aqui no Espírito Santo, por exemplo, lutamos muito para que os salários dos servidores estaduais e municipais fossem depositados no Banestes, que é o banco público estadual. Hoje a maioria deles é depositado nessa instituição financeira, mas a luta continua, e é para que isso permaneça”, afirma o coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, Jessé Alvarenga.

A venda da folha não será feita na modalidade de leilão, mas pela forma de credenciamento das instituições financeiras. Nesse modelo, uma instituição financeira não recebe sozinha a administração de todas as contas. Pelas regras do edital, o servidor continua com a opção que já existe hoje de escolher o banco que quiser receber o salário. Ou seja, a venda não vai impor o banco para o servidor. Os bancos que se credenciarem no processo de venda da folha terão que pagar 0,98% do valor líquido depositado pela União em cada conta de servidores.

Os bancos terão um mês para o credenciamento. A assinatura do contrato ocorrerá em 29 de janeiro. Os bancos terão que fazer o pagamento mensal já a partir de fevereiro. Os contratos terão prazo de até 60 meses, renováveis a cada 12 meses.

Com informações de Uol Notícias

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