Vigília irá marcar ato pelo fim da violência contra a mulher

Pelo fim da violência contra as mulheres e em defesa da garantia dos direitos femininos, o Fórum Estadual das Mulheres irá realizar uma vigília na próxima segunda-feira, 31, a partir das 16 horas, na Praça Costa Pereira. Durante o ato, 29 cruzes representando o número de mulheres assassinadas no Espírito Santo, somente neste ano, serão […]

Pelo fim da violência contra as mulheres e em defesa da garantia dos direitos femininos, o Fórum Estadual das Mulheres irá realizar uma vigília na próxima segunda-feira, 31, a partir das 16 horas, na Praça Costa Pereira. Durante o ato, 29 cruzes representando o número de mulheres assassinadas no Espírito Santo, somente neste ano, serão fincadas na praça. As manifestantes também vão acender velas, às 18 horas, em memória das vítimas.

Ao longo da vigília, será distribuído para a população um material informativo sobre o cenário da violência contra as mulheres e a ausência de medidas do poder público para erradicar essa situação. Além disso, um varal será montado na praça com notícias sobre os assassinatos das mulheres veiculadas na mídia. Segundo a integrante do Fórum Estadual das Mulheres, Edna Martins, o objetivo é dialogar com a população.

“Queremos conversar com a população e denunciar que, mesmo diante do crescente número de homicídios contra as mulheres, o governo estadual não toma as medidas necessárias. Não existe um conjunto de medidas, de políticas públicas, voltadas para enfrentar essa triste e cruel realidade vivida pelas mulheres. O que temos funciona tão mal e precariamente que se torna nulo”, enfatiza.

Números que crescem

Em 2012, segundo o Fórum Estadual das Mulheres, cerca de 113 mulheres foram assassinadas no Espírito Santo. No ano de 2013 esse número subiu para 158 e até o dia 23 de março deste ano, 29 mulheres já foram mortas no Estado. A maioria foi vítima de violência doméstica e de crime passional.

“Somos o resultado vivo da consequência desse machismo que mata. No nosso III Encontro Estadual da Mulher Bancária vamos refletir sobre essa relação de poder. O número de mulheres assassinadas cresce de forma acelerada no nosso Estado e é preciso cobrar dos nossos governantes novas atitudes e a efetivação de políticas públicas, que garantam os direitos das mulheres, fundamentalmente o direito à vida”, ressalta a diretora do Sindibancários/ES, Lucimar Barbosa.

Para Edna Martins, também é preciso dialogar com a população para a criação de uma nova cultura de valores. “Temos que desconstruir essa visão conservadora que a maioria da população tem, construída por meio de um processo patriarcal”.

Além do Coletivo de Mulheres do Sindibancários/ES, outras entidades integrantes do Fórum Estadual também participam da vigília.

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