Vote “Não” ao relatório anual da CASSI

No relatório apresentado, há diversos pontos que devem ser esclarecidos. Em defesa da sustentabilidade da Cassi, o Sindibancários/ES orienta os associados a reprovarem o relatório

Segue até quinta-feira, 18, a votação do relatório anual da Cassi do ano de 2018. O Sindibancários/ES orienta aos bancários e bancárias que votem “não”, uma vez que há diversos pontos no relatório que devem ser esclarecidos. Caso o relatório seja aprovado, automaticamente a gestão da Cassi também receberá o aval positivo dos associados.

“Enfrentamos uma conjuntura difícil para os trabalhadores e nós, associados da Cassi, estamos batalhando para garantir a sustentabilidade do plano. Por isso, fizemos uma análise atenta e prudente do relatório e constatamos que há várias questões que devem ser esclarecidas. É a sustentabilidade da Cassi que está em jogo”, alerta a diretora do Sindibancários/ES, Goreti Barone.

Nos Demonstrativos Contábeis estão alguns pontos que precisam ser melhor esclarecidos:

  • Passivo a descoberto: segundo RN 209 da ANS, é necessária Nota Explicativa sobre as ações para reversão da insolvência e não consta nada no relatório;
  • Quais as ações tomadas e planejadas para essa reversão? Quais os números referentes a resultado das ações já implementadas?;
  • Reservas líquidas: por que motivo houve piora expressiva das reservas líquidas do CASSI Família (faltou nota explicativa);
  • O Relatório destaca a redução na quantidade de Internações (maior item nas despesas assistenciais), porém apenas no período referente aos nove primeiros meses. Considerando que são números já fechados de 2018, faltam os dados referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro;
  • Demais Despesas Assistenciais: terceira maior despesa, não há detalhamento sobre ela. Do que se trata e por que houve o aumento de R$ 550 milhões? Por que no Cassi Família este item teve aumento de 45% de 2017 para 2018?;
  • Despesas Administrativas: o aumento é justificado nos números globais pela contratação do serviço de terceiros para auditoria in loco. Entretanto, por que motivo esta mesma despesa cai 26% no Plano Associados e Indiretos e cresce 10% nos Planos Família?
  • Como está a situação dos autopatrocinados? Eram altos executivos que aderiram ao PAET e que não tinham até pouco tempo contribuições patronais e pessoais para a CASSI. Ou seja, não pagavam nada. Em que item essa questão está contabilizada?

Caso o relatório não seja aprovado, a diretoria executiva da Cassi terá prazo de até 30 dias para reapresentar a documentação e os devidos esclarecimentos solicitados, conforme prevê o artigo 27 da Cassi:

Compete ao corpo social:

“V. deliberar sobre a aprovação do Relatório anual e as contas da Diretoria Executiva, depois de aprovadas pelo Conselho Deliberativo e acompanhados de parecer do Conselho Fiscal.

1º . Na hipótese de reprovação pelo corpo social, a diretoria executiva tem prazo de 30 (trinta) dias para reapresentar a documentação acompanhada de esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários para submeter ao corpo social em segunda consulta.” (Artigo 27 do Estatuto da Cassi)

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